Recentemente fiquei abalado com uma notícia que recebi. As sensacionais tirinhas do Puny Parker teriam chegado ao fim. Quando procurei saber, descobri que era, realmente, verdade…
Hoje estamos aqui com uma entrevista que fizemos com Vitor Cafaggi, o criador do Puny, sobre o término dessa etapa em sua carreira e uma visão sobre o que vem por aí. Confira!

Aracnofã: Eu acompanhei seu trabalho no Puny Parker desde a décima tira, mais ou menos, e sempre gostei bastante. De onde veio a idéia de reimaginar o personagem dessa maneira?

Vitor Cafaggi: Não sei de onde veio a ideia. O Puny Parker é uma mistura de tudo o que eu gostava na minha infância nos anos 80. Eu lia as revistas do Homem-Aranha, as tirinhas do Calvin, assistia o desenho do Charlie Brown na TV, ia ao cinema para ver De volta para o Futuro, Os Goonies e os filmes do Stallone.. acho que a idéia não surgiu.. ela sempre esteve aqui comigo!

Acho que eu escolhi o Aranha pela minha identificação com o personagem. Eu leio os quadrinhos do Aranha desde que tinha sete anos. Isso me acompanhou pela minha vida inteira. Posso dizer, sem exagero, que muito de quem eu sou, minha personalidade e dos meus valores eu aprendi nas histórias desse personagem. Tendo essa identificação, nas tirinhas do Puny Parker posso até colocar experiências pessoais porque sei que vão se encaixar com o que o personagem representa.

A: Enquanto fazia as tirinhas do Puny, e outros personagens, com certeza já ficou sem inspiração. O que costuma fazer para ter novas idéias?

V.C.: Eu nunca fiquei totalmente sem inspiração. Muitas vezes, eu tinha a ideia da tira, mas não sabia exatamente como ela seria, ou como terminar ela. Nesses casos, a solução era fazer uns rascunhos , ou até começar a desenhar a tira mesmo, para que os personagens fossem me mostrando qual história eu tinha que contar ali. Em várias tiras eu só pensei no que ia acontecer no final, depois que ela já estava quase toda desenhada.

A: Lembro-me das matérias que pipocaram na internet falando sobre seu trabalho, ainda na primeira temporada. Como foi para você ter esse reconhecimento? Esperava por isso?

V.C.: De jeito nenhum. Eu não esperava esse reconhecimento. Sempre fiz o Puny pra mim, por pura diversão, e nunca imaginei que tanta gente fosse gostar disso.
O blog tem seu público cativo, que sempre comenta lá, mas tem sempre uma pessoa nova que acabou de conhecer as tirinhas e me manda e-mails ou comenta com os elogios mais legais que eu poderia receber.
Sinceramente nunca imaginei que teria esse tipo de retorno fazendo tirinhas. É muito comentário elogiando as tiras, me mostrando que o Puny foi mesmo um trabalho importante pra quem leu, que marcou muita gente que nem lê os quadrinhos do Aranha. Isso é uma coisa que nunca imaginei que fosse acontecer.

Chico Bento, por Vitor Cafaggi para o MSP

A: Aproveitando a mesma linha de pergunta, como foi ser convidado para participar do primeiro MSP, revista que reuniu 50 artistas nacionais para criar histórias baseadas nos personagens do Maurício de Sousa?

V.C.: Até hoje eu ainda não acredito na sorte que tive em ter sido convidado pra participar desse livro. Quando o Sidney Gusman ligou pra me convidar, ele me falou de alguns artistas que já estavam confirmados (Ziraldo, Ivan Reis, Renato Guedes, Fabio Yabu, Moon e Bá..). Ao saber que esses caras estavam envolvidos, eu pensei ‘ok, não vamos fazer feio’. Me dediquei bastante nessa história. Mesmo quando não estava trabalhando nela, ficava pensando nela e acrescentando um detalhe ou outro. E acho que valeu a pena, fiquei bem feliz com o resultado final. E os comentários sobre minha historia não podiam ter sido melhores.

A: Confesso que fiquei muito triste ao ver as tirinhas acabarem… Quais foram os motivos que te levaram a essa decisão?

V.C.: O motivo para as tiras do Puny terminarem é que, pra mim, toda história tem que ter um fim. E a história que eu tinha pra contar com aqueles personagens terminou. Puny Parker começou mostrando a primeira vez que o pequeno Peter viu uma certa garotinha ruiva na rua e como isso mudou a vida dele.. como isso trouxe cores à vida dele. E Puny Parker se encerra, na tirinha #136, quando esse mesmo garoto, ainda criança, viu essa garotinha ruiva pela última vez.
A primeira temporada mostra o Peter conhecendo a Pequena MJ e se apaixonando por ela. Na segunda, os dois personagens se aproximam mais e percebemos que ela também gosta dele. Na terceira, os dois são obrigados a se afastar. No final da terceira, descobrimos que os dois vão se afastar de vez, por anos e anos, e com isso, era a hora de encerrar a tira. Eu sinto que a história que eu tinha para contar era essa.

A: Com o término das tiras do Puny Parker, quais são os seus planos para o futuro? Algum envolvendo o Puny?

V.C.: Muitos planos. A maioria já está em andamento, mas eu não posso falar sobre eles por agora. Até porque ainda estão bem no começo. E, com certeza, eu vou continuar desenhando o Puny. Seja em rascunhos que ninguém vai ver, seja em ilustrações e wallpaper legais que vou postar sempre no blog. O fato é, eu adorei fazer essas tiras, tenho muito orgulho delas e vou continuar desenhando o pequeno Peter a a pequena MJ pro resto da minha vida.

A: Gostaria de deixar alguma mensagem para os leitores do Aracnofã?

V.C.: Não me canso de dizer, o Aracnofã tá ótimo. Parada obrigatória pra todo fã do Aranha. Obrigado por tudo, caras!

Vitor tem um blog, inicialmente dedicado ao Puny Parker mas que, hoje, é o local onde posta várias novidades sobre seus trabalhos.
Confira aqui Puny Parker

 

Nós do Aracnofã, como grandes fãs do Vitor, também estamos republicando as tiras do Puny Parker. Fiquem ligados!

E vocês, o que acham do trabalho dele?

Sobre o Autor

Erick Vinícius tem 27 anos, é cristão, estudante de Engenharia Elétrica, projetista de esquemas elétricos de automóveis e, logicamente, maluco pelas histórias do Homem-Aranha!

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