Relembre a segunda história da segunda edição de The Amazing Spider-Man!

Revista: Amazing Spider-Man (1963) #2 (2ª História)
Importante: Primeira aparição do Consertador;
Primeira aparição do professor Cobbwell
História: A estranha ameaça do terrível Consertador!
Título Original: The Uncanny Threat of the Terrible Tinkerer!
Edição: Stan Lee
Roteiro: Stan Lee
Arte: Steve Ditko
Letras: Art Simek
Capa: Steve Ditko
Tipo: Revista Titular
Lançamento: Maio de 1963

No Brasil, a revista foi publicada nos seguintes títulos:

O Homem-Aranha #2
Data de publicação: Maio de 1969
Editora: Ebal

O Homem-Aranha #59
Data de publicação: Fevereiro de 1974
Editora: Ebal

Homem-Aranha #1
Data de publicação: Fevereiro de 1975
Editora: Bloch

Grandes Heróis Marvel #23
Data de publicação: Março de 1989
Editora: Abril

A Teia do Aranha #33
Data de publicação: Junho de 1992
Editora: Abril

Spider-Man Collection #1
Data de publicação: Janeiro de 1996
Editora: Abril

Biblioteca Histórica Marvel – Homem-Aranha #1
Data de publicação: Julho de 2007
Editora: Panini

Se souber de mais alguma revista onde essa história foi publicada, nos avise através dos comentários

 


 

Após a batalha com o Butrinho, é a vez do Aranha enfrentar o Terrível Consertador! (numa onde de vilões velhos decrépitos)

Resumo

Tudo começa já no meio da ação, com o Homem Aranha sendo atingido por um raio da arma do Consertador (um sessentão careca com um queixo incrivelmente largo, óculos retangulares, calças verdes, camisa branca e jaqueta marrom). O Aranha está pensando: “Ele parece tão inofensivo, mas o Consertador é uma das maiores ameaças que já enfrentei!”. (Isso até pode ser verdade se considerarmos que o Amigão da Vizinhança só tinha enfrentado o Camaleão, o Abutre e o homem que matou o tio Ben). Nessa página, Stan Lee nos avisa que “Todo mundo adora uma barganha… Às vezes pode ser perigoso aceitar uma barganha que parece boa demais para ser verdade.” Uma lição importante. E agora vamos seguir com a história.
Ela começa no final de uma aula no laboratório de ciências do colégio Midtown. Enquanto os alunos saem aliviados, Peter Parker continua trabalhando no meio do equipamento científico. O professor de ciências, senhor Warren, chega ao laboratório e apresenta um homem de cabelo branco ao seu melhor aluno. Esse homem é o professor Cobbwell e ele está procurando por um grande aluno para ajudar “com algumas pesquisas durante o fim de semana”. O senhor Warren pergunta se Peter quer ser esse ajudante. Peter já tinha ouvido falar sobre esse professor (segundo o próprio Peter “o mais famoso especialista de eletrônicos da cidade”) e aceita sem nenhuma dúvida. O professor Cobbwell entrega duas cartas para Peter, uma com um endereço e a outra com um recibo para pegar um rádio numa oficina. Além disso, o professor pede para Peter passar na oficina e pegar o rádio no caminho para o laboratório e Peter fica feliz em ajudar.
Assim que o senhor Warren e o Professor saem, Flash Tompson começa a zoar Peter pelo trabalho no fim de semana “enquanto nós idiotas perdemos tempo com encontros e vivendo.” Peter diz à Flash que “ser um idiota não é motivo para se envergonhar! Você só nasceu assim!” (Toma essa, idiota!)
No dia seguinte, Peter se prepara para visitar o laboratório do professor e decide colocar o traje de Aranha por baixo das roupas por garantia e porque “eu me sinto quase nu sem ele.”
Pouco depois, Peter chega na “Oficina do Consertador”. É um lugarzinho estranho com paredes laranjas e uma pequena torre, que deixa o lugar parecido com um castelo medieval. Peter pensa, “que tipo de pessoa trabalha nesse lugar?” e entra para descobrir. Por dentro, a loja tem paredes amarelas e prateleiras entupidas com relógios e rádios. Um homem corcunda entra na sala e se apresenta como O Consertador. Peter entrega o recibo para o homem e começa a reparar no estranho dono da oficina até imaginar que esse homem é “de um conto de fadas dos irmãos Grimm”, mas que não é nem um pouco perigoso. Assim que o Consertador sai para pegar o rádio do professor, o sentido de aranha de Peter enlouquece, mas depois de ver como o Consertador é inofensivo, nosso herói ignora seu poder e diz que o motivo devem ser os impulsos elétricos causados pelos aparelhos espalhados pela loja. Não deve ser nada realmente perigoso.


Mas o Consertador não é o que parece. A porta de sua oficina leva até uma grande escada de pedra que acaba numa porta de metal larga em um porão com o dobro do tamanho da loja. (Como os vilões conseguem esses lugares legais em Nova York? Um porão gigante feito de pedra!) O Consertador abre a porta e diz para os outros lá dentro que o rádio do doutor Cobbwell está sendo retirado. Ele também diz que esse é um dos seus “trabalhos especiais”. Depois ele ainda complementa que o rádio tem um “componente especial” e que é muito mais que um “simples rádio”. Vários desses rádios especiais foram distribuídos para “clientes especiais”, todos eles não sabem de nada. Para aumentar a estranheza do lugar, o porão está cheio de máquinas imensas, cobertas com painéis estranhos e telas de TV. Ainda mais estranho, as outras pessoas na sala são verdes, com antenas na cabeça e rostos que parecem abóboras estragadas. Eles vestem grandes cintos púrpuras e camisetas pretas pequenas demais para eles. O verdinho que estava trabalhando no rádio do professor diz que a “adaptação especial” está pronta e lembra ao Consertador de que o plano deve continuar em segredo até a hora do ataque.
O Consertador volta para o andar de cima e entrega o rádio para Peter. Ele diz que o conserto custou apenas dez centavos porque “eu adoro barganhas! Elas me trazem muitos clientes!” (E claro que ninguém vai desconfiar de um plano secreto maligno se você cobra dez centavos para consertar as coisas)
Finalmente chegando ao laboratório de Cobbwell, Pete entrega o rádio. O professor confessa que só levou o rádio para o Consertador por causa dos preços baixos (pão duro). Depois disso, o professor ignora o assunto e começa a trabalhar, mas Peter não consegue parar de pensar no rádio e no preço. Mesmo enquanto trabalha com os béqueres e tubos esquisitos, ele só pensa no excêntrico Consertador. E então, de repente, ele percebe que os impulsos elétricos que dispararam o sentido aranha na oficina do Consertador também estão no laboratório do professor.


Pete procura alguma fonte para os impulsos no laboratório, mas não encontra nenhum equipamento eletrônico ligado, nem mesmo o rádio do professor. Ansioso para investigar melhor a situação, Peter tem a chance quando o professor avisa que vai fazer uma palestra e volta em algumas horas. Assim que Cobbwell sai, Peter abre o rádio e começa a olhar dentro dele. Ele descobre que o interior é diferente de qualquer coisa que ele já viu. Ele também descobre que os impulsos elétricos estão vindo do rádio. Isso era tudo que ele precisava saber. Rapidamente, ele veste a roupa de Homem Aranha e vai balançando até a oficina do Consertador.
A loja já está fechada (que horário esquisito, loja fechada no meio da tarde) então o Cabeça de Teia entra pela clarabóia que não estava lá quando Peter foi pegar o rádio. Ele sente os mesmos impulsos eletrônicos e agora segue o sentido aranha até o porão da loja. Por sorte a porta de metal está entreaberta e o Aranha aproveita para ouvir a conversa que está acontecendo lá dentro. Essa conversa envolve o Consertador e seus amiguinhos verdes e alienígenas, revendo os resultados de seu plano maligno Eles colocaram “equipamentos espiões eletrônicos” dentro dos rádios de algumas das pessoas mais importantes da Terra (convenientemente em NY) para descobrir quando seria a melhor hora de atacar o planeta. Nesse momento vemos um dos alienígenas analisando as imagens feitas por uma câmera que espionava um líder militar discutindo com um coronel “a capacidade de defesa da costa leste no caso de um ataque surpresa.” (coincidentemente onde eles estão). O Consertador e seus amigos verdes escutam com atenção.
Mas eles não são os únicos, o Amigão da Vizinhança também está escutando e descobre que está enfrentando alienígenas que querem dominar a Terra. Um desses aliens o vê e tenta disparar uma arma de raios contra ele, mas o sentido de aranha salva nosso herói segundos antes do tiro o acertar. Depois de ser descoberto, o Cabeça de Teia não tem escolha a não ser entrar no porão. Um dos aliens grita “um terráqueo fantasiado!”, outro grita “peguem ele!”. Eles logo descobrem que não é fácil pegar o Aranha, que começa a escalar a parede para se esconder no teto. Alguém decide jogar um mecanismo inversor para derrubar o herói. Com nosso herói no chão, três verdinhos pulam em cima dele, mas o Escalador de Paredes simplesmente os arremessa para longe. O ataque funciona para distrair Peter o suficiente para que o Consertador o acerte com o raio do início da história, e agora que o herói está desmaiado, eles o colocam em uma cela de vidro, que parece um globo de neve, enquanto decidem o que fazer com ele. Eles chegam à conclusão de que, como o Aranha é o único ser humano que sabe dos planos, ele deve ser destruído. Para isso eles vão retirar todo o ar da cela através de buracos na base do “globo de neve”. (ainda acho que seria mais efetivo atirar nele…)


Nesse momento, o Amigão da Vizinhança desperta, percebe que está em perigo e sabe que precisa escapar “dessa ratoeira maluca”. Ele percebe que o painel de controle que abre sua jaula está bem em sua frente. Mirando bem seu lançador de teias, nosso herói consegue fazer a teia passar por um dos furos e acertar o botão que abre a cela. A parte de cima abre para trás como se tivesse uma mola e liberta o herói. Ele nocauteia um dos verdinhos com um soco e esse alien derruba outro que dispara uma arma que acerta o painel de controle, que começa a pegar fogo (lembrei daquele jogo TIM. Duvido que alguém conheça…). Com o incêndio, todos os aliens fogem desesperados, deixando o Consertador levar a culpa.
Enquanto o fogo avança, o Amigão da Vizinhança deixa os aliens escaparem e vai atrás do Consertador, que seria um traidor da raça humana, enquanto os verdinhos só estavam fazendo o que qualquer raça alienígena faria. (anos 60…)
Logo, todo o laboratório é engolido pelo fogo e o Aranha se preocupa mais em salvar o Consertador do que em prendê-lo. Ele agarra o homem, que se debate e se solta. A fumaça começa a cegar e sufocar o Cabeça de Teia, que não consegue resistir por muito mais tempo. Ele desiste de seguir o Consertador e sai pela clarabóia. Quando ele pula do telhado, um transeunte o vê e começa a pensar que o Aranha começou o incêndio.
Em algum lugar fora da cidade, uma nave espacial decola e vai embora. Seus tripulantes apertam um botão para destruir os equipamentos espiões de todos os rádios, para evitar que seus planos fossem descobertos. Eles também juram nunca voltar à Terra, porque agora as pessoas podem se preparar melhor para se defender.
De volta ao laboratório do professor Cobbwell, Peter desmonta o rádio e vê que ele voltou ao normal. O professor volta empolgado de sua palestra dizendo que viu “um tipo de nave espacial voando na atmosfera”. Quando Peter faz mais perguntas sobre a nave, o professor começa a achar que foi só sua imaginação. Peter sabe como ele se sente, se não puxasse a máscara do Consertador no último minuto… a máscara que o Consertador usava para se disfarçar de humano… ele também não acreditaria em tudo. Assim como o professor, Peter decide não comentar nada com ninguém. “Seria difícil demais explicar como Peter Parker sabe tanto sobre as aventuras do Homem Aranha!”


Acho que muitos que leram até aqui sabem que em edições futuras, a história do Consertador foi adaptada para não ter mais nada a ver com alienígenas. O Consertador colocou uma máscara do seu próprio rosto para confundir ainda mais o Amigão da Vizinhança. Todos os aliens eram homens disfarçados, incluindo um que futuramente se tornaria o Mysterio. Além disso, toda a conversa sobre “terráqueos” foi feita também para confundir as pessoas.

A seguir, The Amazing Spider-Man #3!

Agradecimento especiais ao Miguel Peters que, novamente, contribuiu bastante para esse post.

ATUALIZADO EM 13/12/2011 COM A ADIÇÃO DE TÍTULO ORIGINAL

Sobre o Autor

Erick Vinícius tem 31 anos, é cristão, formado em Engenharia Elétrica, projetista de esquemas elétricos de automóveis e, logicamente, maluco pelas histórias do Homem-Aranha!

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