Presto Gaudio On setembro - 22 - 2012

[Review] Homem-Aranha #128

 Depois de muito tempo longe das revistas do cabeça de teias sinto-me imensamente grato por recomeçar a ler suas histórias num momento tão interessante. A morte de inocentes sempre rondam os super-heróis, mas é nas histórias do Homem-Aranha que vemos o verdadeiro sofrimento que todos estamos sujeitos a passar quando algum ente querido morre. A revista deste mês reúne três pequenas histórias, mas quem leva a edição é realmente as 30 páginas que corresponde a americana Amazing Spider-Man 655 e explora as conseqüências da edição anterior marcada pela trágica morte de Marla Jameson.

Edição 655 abre com um tom sombrio, mostrando nas primeiras 10 páginas e sem nenhum diálogo o luto dos vários personagens ao longo do dia do funeral de Marla. Marcos Martin apresenta traços aparentemente simples combinados com as cores monótonas de Muntsa Vicente que capturam perfeitamente o pesado clima do funeral da esposa de Jameson. Sentimentos como a culpa, o pesar e a solidão dos diferentes personagens foram expressos de forma sutil, mas intensa.

Nas páginas seguintes, penetramos nos sonhos de Peter que se sente culpado pela morte de Marla. Temos então todos os fantasmas do passado o assombrando, um pesadelo que lembra muito os claustrofóbicos episódios de “Além da Imaginação” relembrando todos os seus fracassos, a começar pela morte do tio Ben. Segue para uma seqüencia com questionamentos sobre o retorno de vilões a vida enquanto pessoas comuns continuam mortas, vigilantes que matam vilões e como alguns heróis podem se corromper. Nos momentos finais do pesadelo, Peter captura o bandido antes de matar o tio Ben e o espanca, só para perceber que agindo desta forma ele mesmo estaria matando o tio. Peter acorda depois de questionamento final feito por Marla e apoiado por todas as vítimas da carreira do Aranha: “o que fará agora?”. Em resposta a isso vemos Peter no alto de uma caixa d’água olhando para Nova York e jurando que mais ninguém morrerá se ele estiver por perto.

As duas páginas seguintes funcionam como introdução de um novo arco que só será desenvolvido na próxima edição: um assalto a bancos e um bandido que não se importa em eliminar seus reféns. Embora seja uma forma interessante de contrapor a promessa de Peter, eu preferia que estas duas páginas fossem deixadas para a próxima edição.

 

Em seguida temos duas histórias que funcionam apenas para completar as páginas da revista, não seria mais interessante para o leitor que tivessem colocado o final da história com os reféns? A primeira história faz parte de uma antologia de pequenos contos livres lançada nos EUA. “Breaking into Comics the Marvel Way” trouxe histórias de diversos personagens das quais nos foi apresentada nesta revista uma história de um Homem-Aranha lutando contra um robô gigante, mas que se sente inferiorizado perante seus colegas Vingadores. Nada muito interessante.

O maior problema desta revista está na história seguinte, aproveitando as eleições para prefeito no Brasil temos um vislumbre de uma propaganda política para o prefeito de Nova York. Nesta história Peter e May Parker tem um encontro casual com o prefeito Bloomberg no metrô. O desemprego de Peter serve como desculpa para obtermos informações do executivo-chefe da cidade sobre os Centros de Carreira, um tipo de posto de auxílio ao trabalhador, que existe em Nova York. Nos EUA essa edição saiu em “Spider-Man: You’re Hired”, um one-shot disponibilizado gratuitamente em novembro 2010 no New York Daily News e posteriormente para download.

A revista termina com a apresentação do novo Venom que foi publicada na edição “Amazing Spider-Man 654”. A história serve para estabelecer Flash Thompson em seu novo papel como Venom e estabelece as bases para a próxima série Venom solo. Dan Slott prova que Thompson tem potencial neste novo papel. Há uma forte sensação de James Bond o que ajuda a definir Venom além da embalagem super-herói padrão. A dinâmica com os personagens de apoio é interessante, pois Flash é o único que está operando como um super-herói, o resto da equipe militar deixa claro os perigos do uso do simbionte e que o homem que veste a roupa é facilmente substituível. Ainda é só um aperitivo do personagem que é melhor explorado na sua própria mini-série publicada aqui em Teia do Aranha 14.

 

Sobre o Autor

Colecionador de quadrinhos desde A Morte do Super-Homem (antigamente, era assim que se escrevia). Já o Homem Aranha foi a fatídica saga do Clone que, podem me criticar, eu gostei, embora tenha acabado muito ruim e terem exterminado qualquer consequência. Historiador de formação que ainda sonha em ser arqueólogo.

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9ª Arte