Presto Gaudio On setembro - 26 - 2012

[Review] Ultimate Spider-Man – Back in Black (S01E08)

Neste episódio, é feita alusão à saga publicada em meados dos anos 2000, que recebeu o título pela Panini Comics: “De volta ao Negro”. É apenas uma referência, já que esta história não tem muito a ver com a dos quadrinhos, anunciando, apenas, o retorno de Venon à série animada. A história começa com uma versão robótica do Homem Dragão atacando a cidade, mas, rapidamente, é destruído por um Homem-Aranha vestindo um uniforme negro. Enquanto isso, no Queens, temos um Peter gripado e, completamente, confuso, vendo as cenas pela televisão.

É estranho como este novo Homem-Aranha é aceito, rapidamente, pela população, inclusive, pelo sempre desconfiado J.J.Jameson. A forma como essa popularidade veio rápido, me levou a pensar se Nova York não estaria sob o controle mental de algum vilão. No entanto, o episódio tomou rumos diferentes. Desde o início, Peter demonstra preocupação com este novo Cabeça-de-Teia, ligando-o ao simbionte, mas, mesmo os seus parceiros da SHIELD, acreditam que isso não passaria de inveja. No primeiro encontro dos dois Arcnídeos, ele é ridicularizado pelo novato.

Em paralelo, vemos Norman e o Dr. Octopus conversando sobre este novo personagem de Nova York e, assim como o nosso herói, acreditam se tratar do retorno de Venon. Porém, é questionado, também, quem está dominando o simbionte, já que a manifestação anterior dele era completamente descontrolada.

Na escola, Harry conta a Parker que ele é o novo Amigão da Vizinhança e controla o simbionte com um relógio que lembra o desenho do “Homem-Aranha: Ação sem Limites”, do inicio dos anos 2000, ou mesmo o Ben 10. O objetivo de dele é conquistar a aprovação do pai e só conta a Peter, por considerá-lo seu melhor amigo. Harry está super confiante com a nova identidade e crê que tem total controle da situação, mas, aos poucos, vai sendo sobrepujado pelas suas emoções. É interessante que, nesse momento, vemos uma variação do tradicional lema do Homem-Aranha. Peter, percebendo que não convencerá o amigo a mudar de ideia, fala que “com grandes poderes vem grandes responsabilidades”, mas é rebatido pelo jovem Osborn, que repete o que seu pai lhe disse num dos episódios anteriores de que “grandes poderes trazem grandes recompensas”.

Segue para o Aranha seguindo o Venon pela cidade. Mas, Peter se distrai com os próprios pensamentos, imaginando quais seriam as consequências se ele revela-se sua identidade ao público. É, então, surpreendido pelo Homem Dragão, devido aos seus cartuchos de teia estarem descarregados, um detalhe sempre muito divertido tratado nas HQs começa a cair. Por um golpe de sorte, é salvo pelo Venon e, mais uma vez, o simbionte destrói o vilão. No entanto, Harry perde o controle da criatura, que começa a destruir tudo a sua volta. Depois de uma batalha entre os dois amigos, que se estende até o topo dos prédios, passando pelo escritório de Norman Osborn, o simbionte é finalmente detido.

Nas cenas finais, temos o nosso protagonista passando um tipo de relatório para Fury, sobre a solução do problema, mas omitindo a identidade de Venon. Depois, vemos Harry em sua cama, dormindo e o simbionte reaparece de dentro do ouvido dele, mostrando que ele ainda voltará no futuro. Descobrimos que Dr. Octopus sabia toda a verdade e que, possivelmente, foi ele quem construiu o relógio, mas não contou nada a Norman, que apareceu no laboratório animado com as possibilidades de uso do simbionte.

Cheio de altos e baixos, este episódio é bacana de ser visto. Embora tenha utilizado a quebra da quarta parede, mostrando Peter conversando com o espectador a todo momento, não provoca tanto incômodo. É a sensação de continuidade entre os episódios que motiva o espectador a assistir sempre. Nas cenas que passam junto com os créditos, temos um arquivo dos Skruls , com imagens do desenho dos Vingadores. Pode acreditar que essas referências não sejam apenas propagandas, mas que os dois desenhos partilhem do mesmo universo. E, quem sabe, em algum episódio especial, de qualquer uma das séries, os personagens não possam se encontrar?

Sobre o Autor

Colecionador de quadrinhos desde A Morte do Super-Homem (antigamente, era assim que se escrevia). Já o Homem Aranha foi a fatídica saga do Clone que, podem me criticar, eu gostei, embora tenha acabado muito ruim e terem exterminado qualquer consequência. Historiador de formação que ainda sonha em ser arqueólogo.

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9ª Arte