Presto Gaudio On outubro - 7 - 2012

[Review] Homem-Aranha #129

Neste mês de setembro a revista Homem-Aranha 129 dá outro salto de qualidade em relação ao mês anterior. Se em agosto apenas a história principal era interessante, neste mês temos 100% de aproveitamento. Nesta revista foram publicadas três edições norte-americanas: Spider-Man 656 e 657, ambas com 30 páginas, e Web of Spider-Man 8, com apenas 10 páginas.

A primeira história continua de onde parou a edição passada, logo após o pesadelo de Peter com as diversas pessoas mortas de sua carreira ele faz a promessa de que ninguém mais morre próximo a ele. Logo em seguida, nas duas páginas que fechavam a edição fomos apresentados a um novo vilão, um assaltante de bancos sem escrúpulos que não negocia com ninguém. Minha maior critica a este personagem é que, por não possuir nenhum super-poder, ele poderia ser qualquer pessoa e assim não precisava toda a caracterização de sobretudo amarelo e roxo e placa de metal na cabeça. Vamos esperar para ver se ele não volta no futuro de forma a justificar seu guarda-roupas.

Os destaques da história vão para o Homem-Aranha lidando com a dificuldade de não ter mais seu sensor de perigo. A origem do vilão que perdeu a capacidade de ter sentimentos depois que um estilhaço de uma explosão entra em sua cabeça, alguém lembra da história do vilão de “007 – O Mundo Não é o Bastante”?. Uma nova roupa blindada para Peter, onde ele arruma tanto dinheiro para isso? E o luto de J.J.Jameson que vê na caça ao assaltante de bancos uma forma de vingar seus sentimentos de perda.

A história seguinte é mais uma história de luto, desta vez pela morte do Tocha Humana do Quarteto Fántastico que morreu na Universo Marvel 23 em março deste ano. Bem mais leve que o luto pela morte de Marla, o que se segue são recordações de alguns dos grandes momentos que o Aranha e o Tocha tiveram ao longo dos anos. É claro, há alguns típicos “como derrotamos o vilão”, mas a maior parte vem dos momentos de diversão, onde o Aranha e Tocha estão acampados e brincando com o outro, ou onde Spidey está puxando as calças tocha para baixo na frente de admiradores adolescentes ou onde o Homem-Aranha e Tocha inspiram Sue Storm a abraçar seu lado juvenil (alguém sabia que ela tinha esse lado?) e derrubar vilões de uma forma muito criativa, que termina com Sue tendo alguns problemas com a lei. Destaque vai para arte que é surpreendentemente, assim como todas antologias e histórias que remetem às lembranças de alguém querido, nesta temos diversos artistas convidados com liberdade para explorar um estilo próprio.

Finalizando temos uma pequena história de Ben Reilly, o famigerado clone do Aranha que desapareceu após um golpe editorial em meados dos anos 90. Sou suspeito de falar deste personagem, pois, contrariando a grande maioria dos fãs do Homem-Aranha, eu gostei da fase do clone, embora tenha detestado o desenvolvimento final e a eliminação sistemática das conseqüências. É sempre interessante acompanhar uma das histórias perdidas de Reilly, nesta ele está tocando a vida na Itália no período em que fora dado como morto após sua primeira aparição na década de 1970.

Sobre o Autor

Colecionador de quadrinhos desde A Morte do Super-Homem (antigamente, era assim que se escrevia). Já o Homem Aranha foi a fatídica saga do Clone que, podem me criticar, eu gostei, embora tenha acabado muito ruim e terem exterminado qualquer consequência. Historiador de formação que ainda sonha em ser arqueólogo.

VÍDEOS

Navegador de Podcasts





PADRIM

Padrim3

Visite Nossa Loja Virtual

Loja Virtual

CANAIS

Feeds Twitter You Tube Instagram Facebook

Fan Page

9ª Arte