Presto Gaudio On outubro - 26 - 2012

[Review] Homem-Aranha #130

Se no mês passado eu tinha me surpreendido com o salto de qualidade das histórias em comparação com os números anteriores, este não apresentou surpresas, mas também não deixou o nível cair. Nesta revista foram apresentadas três edições da revista principal do Homem-Aranha nos EUA, as Amazing Spider-Man 658 a 660. As histórias back-up foram cortadas, em compensação podemos ler uma história de uma página de Age of Heroes 1 e uma matéria enviada por uma leitora do cabeça de teias explicando sobre o esporte praticado por Carlie.

Basicamente as três edições da revista correspondem a uma história do Quarteto Fantástico, ou melhor, Fundação Futuro, com participação especial do Homem-Aranha substituindo o finado Tocha Humana. A história começa quando Peter e Carlie estão num momento mais quente de um encontro e o sinal da Fundação Futuro aparece nos céus. Mas antes que Peter precise inventar uma desculpa para sair, o telefone de sua nova namorada recebe um chamado para fazer a perícia em uma cena de crime.

Os chamados tem finalidades diferentes, enquanto Carlie investiga um caso de assassinato referente a tráfico de drogas, o Cabeça de Teias participa de uma típica aventura do Quarteto. Temos um breve desentendimento entre Peter os antigos membros do Quarteto, onde ele recebe um novo uniforme que o deixou muito parecido com o vilão Anti-Venon, fato que o próprio Peter não deixou de comentar.

Na história que se estende pelas três edições americanas, a Fundação Futuro viaja pelo espaço e o tempo em busca de curar as fendas no continuum espaço-tempo e impedir que a realidade se desfaça. Em paralelo a isso temos Carlie investigando o sumiço de Peter que embora tenha mandado uma mensagem informando que estaria fora da cidade a trabalho, tal notícia não foi confirmada pela secretária do laboratório em que trabalha.

Carlie é até bem compreensiva, pois não entra em desespero, embora sua desconfiança e mágoa sejam visíveis. Conhecemos um pouco mais dos seus Hobbies como a prática de Roller Derby, um tipo de esporte praticado principalmente por mulheres com patins. Acho que vale a pena levantar dois pontos, um é a preocupação do roteirista Dan Slott em aprofundar a personagem, no entanto, será que esta personagem secundária irá durar tanto tempo a ponto de justificar uma construção tão complexa da qual parece ser uma das preocupações do roteirista? O outro ponto é referente à edição brasileira da Panini do Homem-Aranha, esta trouxe uma interessante matéria explicando sobre o que é o esporte Roller Derby e onde se pratica.

Continuando a história da Fundação Futuro, temos no fim da edição a revelação dos responsáveis pelas anomalias que estão causando as fissuras no espaço-tempo. Há uma referência interessante ao início do Quarteto Fantástico, onde o maior poder da Mulher Invisível era ser usada como refém pelos vilões e a caverna onde ocorreu a batalha final da história que foi a mesma onde enfrentaram Doutor Destino em Fantastic Four 5. Fora esses easter-eggs vemos alguns elementos que serão explorados apenas em edições futuras como algo roubado do Edifício Baxter, a promessa de Reed em estudar melhor o que aconteceu para que Peter perdesse o sentido de aranha e um produto químico estranho na cena do crime que Carlie foi investigar.

Foi uma edição interessante, leve e despretensiosa de apresentação do novo grupo que Peter passou a fazer parte. É mais um dos heróis da Marvel que ganhou a mutação secundária do Madrox, felizmente parece funcionar de forma um pouco menos exagerada que com um certo mutante de garras. A Panini infelizmente limou algumas das histórias extras que apareceram nas edições americanas, que embora elas não apresentassem uma qualidade muito boa, eram importantes como introdução da saga Spider Island que deve acontecer por aqui em poucos meses. No lugar colocaram um tapa-buraco de uma página, embora inútil, se mostra bem engraçado, onde o Aranha prende o vilão Grifo com sua teia na rua, e este explora a opinião pública gritando que estava trabalhando com o herói.

Sobre o Autor

Colecionador de quadrinhos desde A Morte do Super-Homem (antigamente, era assim que se escrevia). Já o Homem Aranha foi a fatídica saga do Clone que, podem me criticar, eu gostei, embora tenha acabado muito ruim e terem exterminado qualquer consequência. Historiador de formação que ainda sonha em ser arqueólogo.

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9ª Arte