Hermes On dezembro - 7 - 2012

A Teia do Homem-Aranha #15

A iniciativa da Panini de criar uma revista bimensal para a maioria de suas linhas e de “enxugar” suas mensais – colocando as histórias consideradas “fora” da linha principal – tem seus prós e contras. Muito mais prós, claro, mas ainda assim possui contras. Os prós seriam: baixa do preço das revistas mensais e um grande aumento na qualidade de tais revistas. No entanto, podemos ter histórias ótimas (como se viu nas primeiras THA), histórias medianas e histórias péssimas. Infelizmente, a edição que inaugura essa seção dos reviews está de mediana para baixo.

THA #15 nos traz as histórias originalmente publicadas em Age of Heroes 1, Spider-Girl 5 e 6, Venom 3 e Web of Spider-Man 8 a 10.

A primeira história se passa antes de Peter conseguir seu emprego nos Laboratórios Horizonte, e depois de ele perder sua credibilidade como fotógrafo por uma sacanagem de J. Jonah Jameson (em HA #115). Antes de acompanharmos Parker, no entanto, vemos aparecer um apresentador de um daqueles programas bem caricatos de TV que critica e acha que super heróis estão por trás da “investida dos supermarxistas para tomar os EUA”.  Logo depois, o apresentador é atacado por um novo vilão, que se auto-denomina “Extremista”.

Logo entendemos que o tal Extremista quer matar o apresentador por causa das coisas que este fala em seu programa, e que possui os poderes de intangibilidade, invisibilidade, levitação e “leitura da aura humana”, algo que não ficou bem explicado na história inteira. Basta saber que ele “sabe” se a pessoa é boa ou má. Cortamos, então,  para uma cena na qual há uma baita mancada do roteirista Fred Van Lente: Peter Parker está tentando arranjar um emprego e não sabe o que é Word, Excel ou PowerPoint. E também não sabe digitar direito. Sério, o gênio que inventou os lança-teias e consegue ter conversas científicas com Reed Richards e Tony Stark não sabe mexer em um computador? Respeite a inteligência de Peter Parker e a nossa, Van Lente.

Bom, continuando, os investigadores descobrem uma carta na qual o vilão diz que segue uma filosofia; a de que não existe “cinza” no mundo, apenas um lado branco e um negro, um certo e um errado. E que a missão dele é dividir todos aqueles que estão em cima do muro entre o lado branco e o lado negro. Por isso o genial, criativo e inteligente nome “Extremista”.  Temos, então, uma boa sacada, para fazer um contraponto à mancada supracitada. Parker, para atrair o vilão, cria um blog e divulga todas as fotos nas quais o Aranha aparece em situações constrangedoras, o que leva a várias situações cômicas, como o Flash dizendo “PARKER, DESCE AQUI PRA EU TE CHUTAR”. Bom, isso tudo leva à primeira briga entre o Aranha e o Extremista, já que o vilão quer matar Peter por criticar um herói.

Logo, começamos a descobrir a origem misteriosa do Extremista, em algo que se relaciona aos X-Men. Não vou dizer o que acontece no final da história, mas envolve J. Jonah Jameson e uma dose de “honestidade” e “altruísmo” manjados.

Na verdade, resumi aqui o decorrer de 3 gibis, os 3 Web of Spider-Man. O roteirista Fred Van Lente cria um enredo bem feijão com arroz, sugando vários elementos clássicos de outras histórias. O destaque fica para os desenhos de Nick Dragotta na segunda parte e para as (ótimas) cores de Brad Simpson.

Em seguida, temos a Age of Heroes 1, com destaque em Jameson. É bem curta, tem umas três páginas de Jameson ensaiando um discurso que difama os heróis fantasiados até que ele vê que os Vingadores estão “enfrentando” um tsunami e salvando as pessoas. Enredo bem do tipinho “vi a realidade, os heróis são legais”. Quer dizer, mais ou menos. Afinal, ainda é o JJJ.

E agora, chegamos às duas buchas de canhão da THA. Venom e Garota-Aranha. Não sei por que precisa, necessariamente, haver um Venom. Já vimos na década de 90 que deixar o Venom como anti-herói é tosco. E a Marvel ainda insiste nessa tecla. Enfim, o panorama é o seguinte: Venom está na Terra Selvagem para destruir um carregamento de Vibranium para o governo americano. No entanto, ele não pode passar de um tempo x usando o traje, pois corre o perigo de se fundir permanentemente, como aconteceu com Eddie Brock. Antes de destruir o Vibranium, porém, o misterioso Mestre do Crime (falando nisso, quantos ‘misteriosos Mestres do Crime” houveram nas histórias do Aranha?) decide destruir Thompson por ter interferido em seu negócio de tráfico de armas. O Mestre descobre quem é o Venom e manda seu capanga, Halloween, destruir a vida pessoal de Flash, começando por Betty Brant e Peter Parker.

Depois de destroçar os capachos do Mestre do Crime e de assumir o controle do helicóptero com o Vibranium, Venom recebe a ordem do misterioso adversário para levar tal carregamento para Nova York, senão ele manda explodir a bomba gigante que o Halloween amarra à Betty.

Enquanto isso, Peter resolve visitar sua amiga Betty e vê que o apartamento está destruído. É hora do Homem-Aranha.  Ao mesmo tempo, Venom chega à Nova York e descobre que o Mestre do Crime o traiu, e ele sai à toda velocidade para salvar Betty. No meio do caminho, claro, vemos que o Aranha sofre da “síndrome de Lost”, que acomete muitos e muitos personagens de todas as formas de arte: eles não se comunicam. Como Peter vê o Venom se balançando por aí, ele já parte pra porrada. Claro que, como Flash já está há muito tempo com o traje, ele se descontrola e o alienígena assume, tencionando matar o Homem-Aranha. E conclui na próxima edição.

Como eu já disse previamente, Venom anti-herói é desnecessário. Os pensamentos de Flash até deixam o personagem mais interessante, mas nada demais. Outra história meia-boca, sem grandes brilhantismos nem no roteiro de Rick Remender nem na arte de Tom Fowler. Pelo menos o visual novo do Venom ficou bem bacana, na minha opinião.

E finalmente chegamos àquele tipo de história que os editores da Panini devem pensar “o que fazer com isso aqui? Ah, enfia ali na THA”.  A filha de Kraven, que conhecemos na linha mensal de Homem-Aranha, resolve partir no braço com a Garota-Aranha para ganhar o respeito do pai. Basta saber que a batalha dura a REVISTA INTEIRA.

A história seguinte é, pelo menos, bem desenhada e bem colorida. A Garota-Aranha enfrenta o novo Duende Macabro com a ajuda do Homem-Aranha. As únicas partes nas quais não há luta é quando a Ana está lembrando do pai ou quando (a aberração chamada de) o Hulk Vermelho a está ajudando a descobrir quem o deixou descontrolado, ato que acabou na derrubada de um prédio que resultou na morte do pai de Ana. Enfim, com a promessa de que o Aranha vai ajudar a Garota-Aranha na próxima edição, esperamos que melhore. Porque tá brabo.

Sobre o Autor

Hermes, 18 anos, estudante de Ciência da Computação da UFRGS e coleciona HQ's desde os 10 anos de idade. É fã inveterado do Homem-Aranha, e mesmo quando a fase está ruim, continua lendo pois tem esperanças de que as histórias vão melhorar.

VÍDEOS

Navegador de Podcasts





PADRIM

Padrim3

Visite Nossa Loja Virtual

Loja Virtual

CANAIS

Feeds Twitter You Tube Instagram Facebook

Fan Page

9ª Arte