Presto Gaudio On dezembro - 19 - 2012

[Review] Homem-Aranha #132

Este foi um mês marcado pelas histórias back-up, praticamente um terço da revista é uma compilação de historinhas que completavam as histórias principais de Amazing Spider-Man. Não sou contra a publicação destas histórias, até agradeço que elas não foram puladas, pois parte delas são importantes para explicar a próxima saga que começará no mês de janeiro a “Ilha das Aranhas”. No entanto, a Panini precisa considerar que num universo como o da Marvel, cada vez mais integrado, é um tiro no pé lançar seus títulos com diferenças tão grandes no que se refere à publicação original. Se sofremos com a morte do Tocha Humana em que os leitores do Aranha só puderam acompanhar meses depois que tal fato aconteceu na revista Universo Marvel, o que dirá agora com mega-sagas como “Vingadores versus X-Men” que deve chegar no início do próximo ano ao mesmo tempo em que a ilha de Manhatan está infestada de Homens-Aranha? Não seria o momento de lançar alguma revista “Homem-Aranha Anual” ou “Homem-Aranha Extra” apenas para regular a cronologia com o resto do universo?

Passando para a análise das histórias, começo com as back-ups que, como mencionado anteriormente fazem parte da introdução da saga “Ilha das Aranhas”. Foram quatro pequenas histórias contando o desenvolvimento do plano do Prof. Miles Warren, o Chacal. Eu apenas retornei a ler as historias do Aracnídeo faz alguns meses, mas se não me engano é a primeira aparição do Chacal depois da famigerada “Saga do Clone”. Será que os roteiristas acreditam que já é hora de trabalhar com as conseqüências deixadas a tanto tempo no limbo? A última história back-up deixarei para o final, pois ela esta mais intimamente ligada a Spider-Man 665.

Seguindo, a primeira história da revista é a continuação e conclusão da perseguição do Anti-Venon ao Senhor Negativo. Confesso que não me convenceu, temos um Eddie Brock tentando ser bonzinho, mas apresentando sérios problemas de sanidade. Um Peter Parker perdido que mostra uma faceta nojenta de seu poder: a mascara gruda no seu rosto, nenhuma namorada dele achou nojento sua aderência facial? E a resolução, um tanto óbvia, de que o fantasma de Jean Dewolff não era quem dizia ser. Dois pontos vale ressaltar: a tentativa do roteirista Dan Slott buscar auto-referências em edições anteriores com objetivo de mostrar que tudo que ele escreve sempre esteve planejado, falo em especial da seqüência da qual Peter se salva de um gás letal por ter enganado o vilão algumas edições passadas. Outro elemento interessante e que me incomoda é que Brock não conhece a identidade de Peter, mesmo sendo ele o hospedeiro do Venon por anos. Será que nem o simbionte conhece mais a identidade do Homem-Aranha?

A segunda história é quase um tapa-buracos, mas que serve para jogar na cara de Peter que “grandes poderes trazem grandes responsabilidades”. No entanto, a responsabilidade não é apenas pegar um bandido ou ajudar uma velhinha atravessar a rua, mas sim não abandonar os amigos. Depois de um retcon descarado onde é contado que Peter e Betty Brant vão aos cinemas todas as primeiras sextas de cada mês, as responsabilidades com o trabalho de dia e de noite forçam o nosso herói a deixar certas tradições de lado. Foi preciso Betty sofrer um assalto e quase morrer e levar um sermão da tia May para que ele reavaliasse suas ações. O principal acontecimento ocorre na realidade na história back-up da mesma edição Amazing Spider-Man 665 americana. Por causa dos acontecimentos recentes que orbitaram a vida da tia May, Jota Jameson e sua esposa, a tia May para os desavisados, resolvem se mudar para Chicago. Seria mais uma tentativa de tirar a eterna tia de Peter da jogada sem matá-la? Será que vai durar muito tempo? O que posso dizer é que mês que vem teremos uma saga bastante criticada nos EUA ano passado, espero que ela apresente desenvolvimentos interessantes. Isso se chegarmos até 2013.

 

Sobre o Autor

Colecionador de quadrinhos desde A Morte do Super-Homem (antigamente, era assim que se escrevia). Já o Homem Aranha foi a fatídica saga do Clone que, podem me criticar, eu gostei, embora tenha acabado muito ruim e terem exterminado qualquer consequência. Historiador de formação que ainda sonha em ser arqueólogo.

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