Presto Gaudio On janeiro - 25 - 2013

[Review] Homem-Aranha #133

Ano novo, vida nova e saga nova também. Este mês começa uma saga, alvo de diversas críticas, como sempre, mas que no geral foi muito bem aceita nos EUA. Estou falando da Ilha das Aranhas e, posso dizer que, a primeira vista, a saga empolga, embora lembre muito a famigerada saga do clone. A seguir eu discorrerei melhor sobre os acontecimentos da edição. Nesta primeira revista do ano, a Panini nos presenteia com três histórias da Amazing Spider-Man, sem nenhuma back-up. Temos então Amazing Spider-Man 666, 667 e 668, o prólogo e os dois primeiros capítulos da saga respectivamente.

Até este momento Dan Slott havia apresentado pequenos acontecimentos relacionados à saga Ilha das Aranhas em historinhas curtas e complementares, ou em pequenos trechos dentro das narrativas principais. Podemos concluir apenas que perder o sentido de Aranha tornou Peter um cego que não vê o que esta acontecendo em baixo de seu nariz. A história só se desenvolve mesmo na parte final da edição 666, pois na maior parte do tempo vemos o autor posicionando todos os personagens secundários da vida de Peter para a trama enquanto o próprio cabeça de teias está aproveitando sua vida de celebridade super-heróica e científica. É a calma antes da tempestade que Dan Slott vem preparando faz alguns meses. Então na segunda metade do prólogo a história decola com os habitantes de Nova York descobrindo seus poderes aracnídeos, uma profecia da nova Madame Teia e a transformação de Kaine no Rei Aranha pelo Chacal.

Na história seguinte Carlie revela a Peter seu grande e recente segredo: poderes iguais aos do Homem Aranha. Peter fica surpreso imaginando como ele “passou” isso para a namorada mesmo que nunca tenha “transmitido” nada para MJ. Depois acompanhamos ao lado da Madame Teia, esta sabe realmente o que significa observar sem interferir, diferente de certo gigante cabeçudo que costuma aparecer nas histórias do quarteto. Vemos o Chacal unindo as gangs de Nova York, vestindo todos os bandidos da cidade com variações do uniforme do Homem Aranha. É uma interessante forma do vilão provocar Peter ao mesmo tempo em que Slott homenageia todas as fases do herói com uniformes que vão do clássico ao da Fundação Futuro, passando pelo uniforme negro, do Aranha Escarlate e muitos outros.

 Temos a esperada epidemia dos poderes de aranha, todos em Manhattan desenvolvem capacidade de grudar as paredes, super força e sentidos aracnídeos. O caos irrompe na cidade forçando o prefeito J.J.Jameson bloquear pontes, túneis enquanto o governo americano coloca em quarentena todos nova yorquinos recém saídos da cidade, incluindo a tia May e seu marido John Jameson. O primeiro capitulo termina com a gang de homens aranha do Chacal (alguém lembra de algo parecido?) tocando o terror na cidade enquanto os Vingadores e o Quarteto tenta controlar a situação batendo inclusive num certo Peter Parker que tenta ajudar, mas é fatalmente confundido no meio da multidão.

Na ultima história da revista, referente a Amazing Spider-Man 668 vemos como Dan Slott descaracteriza o personagem, conhecido por suas crises de identidade e de Hiena Harvey, ele toma iniciativas inesperadas e mostra mais uma vez que sua força esta em Mary Jane. Depois de ser expulso do campo de batalha pelos Vingadores, Peter se recolhe a sua insignificância até encontrar MJ que o confronta. Afinal, se Manhattan inteira está com poderes aracnídeos, o Homem Aranha deve ter um pingo de culpa na história, ou seja, ele deveria ter o mínimo de responsabilidade e fazer algo quanto a isso. Com isso Peter pega a câmera de sua amiga Norah Winters, que estava cobrindo a batalha, e faz um discurso inflamado convocando todos os nova yorquinos para ajudar os Vingadores. Felizmente, essa pequena descaracterização traz um resultado final onde o Homem-Aranha se torna mais divertido de ler, com mais dinamismo e otimismo. É bom ressaltar também que a presença da MJ é sempre importante e determinante na vida de Peter, mesmo sem “nunca” terem casados.

O ponto baixo da história é o vilão Chacal que não exibe nenhuma profundidade além da necessidade de clonar o Peter. Talvez benfeitor do vilão, uma misteriosa sombra feminina que aparece no laboratório terá algo mais a oferecer quando ela finalmente se revelar. A Madame Teia faz participações especiais indicando personagens que serão importantes no futuro da saga parecendo um fã apontando os easter-eggs. E por fim, temos o J.J.Jameson que depois de receber muita critica por gastar rios de dinheiro do contribuinte para fazer um exercito anti-aranha, parece que a recente epidemia o ajudará a ter sua popularidade em alta mais uma vez.

Tanto a arte de Stefano Caselli, que faz o prólogo, quanto do Humberto Ramos, que escreve os dois outros capítulos são muito boas, dinâmicas, captam com sucesso o caos e a energia dos diversos Homens Aranhas que aparecem no decorrer da história. É só o início de um arco de oito partes, possivelmente veremos sua conclusão na Homem-Aranha 135 de março e, acredito que a partir do mês seguinte a Panini trará edições maiores, especiais e revistas extras para adiantar a cronologia como foi prometido no fim do ano passado anunciado para começar nas revistas mutantes já em fevereiro.

Sobre o Autor

Colecionador de quadrinhos desde A Morte do Super-Homem (antigamente, era assim que se escrevia). Já o Homem Aranha foi a fatídica saga do Clone que, podem me criticar, eu gostei, embora tenha acabado muito ruim e terem exterminado qualquer consequência. Historiador de formação que ainda sonha em ser arqueólogo.

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