Presto Gaudio On fevereiro - 21 - 2013

Homem-Aranha 134

Reunindo as edições americanas de Amazing Spider-Man 669, 670 e 671, temos Dan Slott dando continuidade ao evento “Ilha das Aranhas” com Peter Parker tentando desembaraçar a teia de conspirações por trás dos eventos recentes de Nova York. Continuando de onde a história passou mês passado, temos Peter e Carlie investigando um depósito abandonado. Nem tao abandonado assim, Carlie suspeita que o local é um dos inúmeros laboratórios secretos que o Chacal tem pela cidade e, logo que chegam, são atacados por Chance, Incinerador e a Coelha Branca. Ué, já que é para “ ressuscitar” vilões antigos, por que não trazer os buchas antes? Peter resolve o problema rapidamente com as técnicas recém aprendidas de Kung Fu, mas isso deixou Carlie com certa desconfiança de que o namorado esconde algum segredo.

As novidades relevantes desta terceira parte da saga é a descoberta por parte do Senhor Fantástico nos Laboratórios Horizonte do vetor de disseminação da praga: percevejos, no entanto uma mutação no vírus o tornou ainda mais descontrolado, pois agora a disseminação ocorre pelo ar, inclusive o próprio J.J.Jameson descobre já estar “doente”. Os Vingadores que antes protegiam as pontes da saída dos novaiorquinos, agora tem que impedir a entrada de pessoas que querem ter os mesmos poderes do Homem-Aranha. Uma Madame Teia que perdeu sua capacidade de ver o futuro pois a recente explosão de aranhas na cidade sobrecarregou sua capacidade de ver as linhas do destino.

Por fim temos duas grandes revelações, mas que por um motivo ou outro não surtiram o impacto esperado: há uma mutação secundária, é questão de tempo para que toda a população de Nova York se transforme em aracnídeos gigantes; e o grande vilão por trás das manipulações biológicas do Chacal é a Adriana Soria. Quem? Pois é, a auto nomeada “Rainha Aranha” é uma vilã tão obscura que foi necessário mostrar sua origem na história seguinte, pelo menos tem um acontecimento surpreendente, o “também” desconhecido Rei Aranha é, ninguém menos que Steve Rogers. Acredito que um roteirista um pouco melhor conseguiria contar a história aproveitando melhor os mistérios, pois além de não fazer diferença para a história antes, nada mais é mencionado depois.

Na segunda história J. Jonah Jameson rouba a cena. Os diálogos ridicularizando Reed Richards por não ser inteligente o suficiente para descobrir uma cura para a epidemia, e depois ensinando o Aranha de como usar os poderes de forma correta. É interessante como o personagem foi trabalhado, pois mesmo com poderes aracnídeos ele age como esperamos que ele agisse quando confrontado, até em sua virada final os eventos ocorrem com certa naturalidade.

Mary Jane finalmente recebe os poderes de aranha, parece que ela foi a última da cidade a desenvolver os poderes. No decorrer da história foi revelado que apenas as pessoas sem poderes são infectadas, tanto que a vacina desenvolvida por Richards iria prevenir infestações futuras tornando todos mutantes com poderes de magnetismo de baixo impacto: em outras palavras todos saberiam exatamente onde fica o norte. Para mim, Dan Slott perdeu uma grande oportunidade de explorar os motivos para que MJ não desenvolvesse poderes aracnídeos. Sera que ela é mutante? Desenvolveu poderes por causa da sua “interação” com o Peter? São perguntas que poderiam ser trabalhadas, mas que agora nada significam.

Os simbiontes também têm sua parcela de importância, mas a forma como acontece é mais bem trabalhada com um do que com outro. Enquanto o Anti-Venon continua sua cruzada para eliminar o vírus mutante é em uma luta contra o Venon que sua presença  ganha destaque, depois de preso por Flash Thompson, se entrega para o Senhor Fantástico para que ele consiga desenvolver uma forma mais eficiente de disseminar a cura. No entanto a integração do Venon na história ocorre de forma desajeitada e deixa vários furos na narrativa, até agora não entendi como ele se disfarçou (espero que ler as histórias do Venon na teia do Aranha deste mês ajude).

A edição fecha com a quinta parte da Ilha das Aranhas. E com novos altos e baixos: a cura funciona, mas a Rainha Aranha utiliza de todos os recursos para evitar: controle mental nas pessoas infectadas; sabotar o laboratório com ajuda de um agente duplo, o Morbius que  aparece agora como um Deus Ex Machina dos vilões; e por fim enviando um aracnídeo Kaine. Este, depois de uma luta contra Peter cai no tambor cheio do antídoto e reaparece curado de todas as transformações e cicatrizes que sempre o acompanharam.

Uma ultima virada é responsabilidade da Madame Teia, esta aparece nos Laboratórios Horizonte revoltada com os cientistas que espalharam torres bloqueadoras dos Caça-Aranhas pela cidade inteira. O objetivo das torres era controlar a população aracnídea e mante-la na cidade, mas o efeito colateral foi apagar a ligação de Julia Carpenter com a “Teia da Vida”. Em um esforço conjunto dos cientistas, eles conseguem reverter os dispositivos, por um lado Peter recuperou o sentido de aranha, por outro, a Rainha Aranha teve seus poderes amplificados.

Mês que vem teremos tanto o fim da saga Ilha das Aranhas, quanto o prometido aumento de páginas e avanço da cronologia. Agora é esperar, até agora o balanço é positivo. Embora a história se mostre confusa em alguns pontos, isso devido às diversas edições extra que fogem da série mensal, a narrativa é dinâmica com boas doses de ação e comédia. Espero um fim de saga divertido e que as próximas revistas continuem assim. 

Sobre o Autor

Colecionador de quadrinhos desde A Morte do Super-Homem (antigamente, era assim que se escrevia). Já o Homem Aranha foi a fatídica saga do Clone que, podem me criticar, eu gostei, embora tenha acabado muito ruim e terem exterminado qualquer consequência. Historiador de formação que ainda sonha em ser arqueólogo.

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