Presto Gaudio On abril - 4 - 2013

Homem-Aranha 135

A edição deste mês é especial por três motivos, o primeiro é que ela faz parte da iniciativa de avançar a cronologia da Marvel no Brasil, o segundo motivo é o fim da saga Ilha das Aranhas e por último, esta não muito agradável, é uma revista que demorou quase um mês para chegar às bancas. Ah, e tem mais, a louvável  decisão da Panini em adiantar a cronologia no mês de fevereiro vai por água a baixo na revista do mês de março que não irá publicar nenhuma história da linha principal Amazing Spider-Man. Como assim?

Deixemos isso de lado e vamos para a edição 135 de Homem-Aranha. Edição especial com 156 páginas e sete histórias, dentre elas temos: Amazing Spider-Man #672 e 673 contando o final da saga “Ilha das Aranhas”; 674 e 675 com uma historinha “nhé” do vovô Abutre; 676 que é uma edição apenas de vilões e serve como prelúdio para as histórias vindouras do Homem-Aranha e, fechando a edição, os números 678 e 679 de Amazin Spider-Man sobre os perigos de visitar o futuro.

Pois bem, a Amazing Spider-Man 673 é a conclusão da Ilha das Aranhas e consegue amarrar muito bem as histórias que a precede, em especial vemos a convergência dos eventos da edição 671 americana de Homem-Aranha e Venon 8. Na realidade, toda aquela confusão que eu vinha reclamando de múltiplas narrativas se resolvem muito bem aqui. De um lado temos o Venon e o Capitão América batendo de frente com uma monstruosa Rainha Aranha com mais de 20 metros de altura saída de um típico Tokusatsu. De outro o Homem-Aranha e sua parceira Mary Jane Watson (sem Parker) tentando curar a cidade do vírus aranha e, conseqüentemente, enfraquecendo a vilã.

A história se desenvolve bem e vale ressaltar alguns pontos como a tosca explicação para o motivo de que a MJ demorar tanto para desenvolver os poderes de aranha, Reed supõe que ela desenvolveu certa imunidade devido ao tempo que ela passou com Peter. Eu acho que essa foi uma desculpa que eles arrumaram de ultima hora, afinal a Carlie também deveria ter certa resistência, mas pelo contrário, foi uma das primeiras a desenvolver o sintoma. O problema do Kaine é finalmente resolvido, depois de “limpá-lo” na última edição, transformam-no em uma versão Bad-ass do Peter que nos faz lembrar do saudoso Ben Reily, mas agora com ferrões.

Na edição seguinte, que serve como um epílogo da saga, Humberto Ramos decide pegar uns dias de folga (ou dependendo de como vemos, nos dar umas edições de folga) e passa a tarefa para Stefano Caselli que já havia desenhado outras edições do herói além de algumas spin-offs da saga. É hora de reconstruir a cidade, acompanhamos as primeiras conseqüências que Peter tem que enfrentar como Carlie terminando o namoro porque Peter não havia lhe contado sobre a identidade secreta e Peter levando bronca do Dr.Estranho que falou sobre as imprevisíveis implicações do discurso do herói para convocando o povo de Nova York para lutar pela cidade durante a saga. A história termina com Peter sendo confrontado pela senhora do Spoiler, Madame Teia, que avisa sobre uma futura grande perda e o fim do “Dia de Aranha” para Mj, depois de um dia inteiro bancando a aracnídea recebe a vacina e é a ultima a perder os poderes. E embora JJ tenha trabalhado para ocultar a participação essencial do Homem-Aranha na resolução do problema da cidade, Nova York sabe e agradece.

Saldo da saga? Para mim, super positivo. Claro que ela teve altos e baixos, problemas de roteiro e principalmente de anatomia… Mas o enredo foi bem bacana e diferente de qualquer história do personagem há muito tempo. Dan Slott resgatou elementos esquecidos pelos roteiristas e trabalhou suspense, ação e humor com maestria, além de apresentar um encerramento com conseqüências a serem sentidas por muito tempo. Ah, e não podemos nos esquecer que o Chacal continua vivo, ou seria apenas um de seus clones? Eu não sei, Dan Slott não sabe e acredito que nem o próprio Chacal saibe.

 

A história seguinte começa com uma investigação a respeito de jovens que parecem ter se jogado de edifícios, o capitão da polícia Zachary Pratchet supõe que as pessoas estão tentando reviver a emoção de subir pelas paredes de quando tinham poderes aracnídeos. Carlie e Peter se aliam para investigar os acontecimentos e descobrem que os adolescentes estavam utilizando tecnologia do Abutre. Eles tentam triangular onde seria o ninho do vilão, mas quem resolve a charada é MJ que estava em uma festa justamente no covil disfarçado do Abutre. Gostei da caracterização do Abutre, um chefão do crime que suja as mãos apenas o necessário e controla seus capangas com a própria tecnologia. No entanto, a arte de Giuseppe Camuncoli, que parece tentar simular os desenhos de John Romita Jr. não combinam com a narrativa, pois se de um lado temos uma arte pesada e perturbadora, de outro, no roteiro de Dan Slott temos um roteiro otimista e cheio de piadas. Duas coisas valem ressaltar, pois devem ser trabalhadas futuramente: os desenhos técnicos dos bloqueadores de sentido aranha vão parar nas mãos do Rei do Crime; e Carlie que resolve ter uma conversa com MJ, será que a detetive ainda volta a namorar o Peter?

As duas próximas histórias são bem divertidas, a primeira, lançada em Amazing Spider-Man 676 é um especial apenas de vilões. O Sexteto Sinistro, comandado por um moribundo Doutor Octopus enfrenta A Inteligência, a liga de super-gênios malignos. É essencialmente uma revista de ação, onde os dois grupos lutam entre si. O primeiro grupo tenta evitar que o segundo domine o mundo com um canhão chamado de Canhão Zero e que manipula os pólos magnéticos para arremessar ao espaço qualquer ponto da terra escolhido pelo controlador da máquina!!! Não há muito o que dizer desta edição, apenas que ela serve de prelúdio para futuros acontecimentos como é anunciado pelo próprio Dr.Ock: “Não podemos deixar a Intelligencia dominar o mundo em 2013. Não quando vamos conquistá-lo em 2014.” Eu sei que a Panini alterou as datas que eram 2011 e 2012, respectivamente, para manter o impacto narrativo, mas sabendo das sagas futuras, esta ameaça deve ocorrer no meio deste ano, ou, se mantiverem essa promessa do Dr. teremos muitos tapa buracos pela frente, a começar pelo mês que vem…hehehe. Ah, antes que eu me esqueça, para a alegria de poucos e desespero de muitos, Humberto Ramos retorna à arte nesta edição.

 

A edição termina com uma história que saiu nas edições 678 e 679 de Amazing Spider-Man. Embora comece de uma forma que já está me irritando: “Oi eu sou o Peter, estou no Quarteto Fantastico, Vingadores, trabalho num laboratório, como minha vida é feliz”. Ok, já sabemos que é a “melhor” fase da vida do Peter, que nada de ruim esta acontecendo com ele, mas não precisamos ser lembrados edição sim, edição não. Tirando as primeiras páginas, o resto da história é bem legal e começa com Peter chegando ao laboratório onde trabalha para um dia especial: Plantão da Revisão, onde cada cientista deve revisar cálculos e experiências de um colega para evitar catástrofes eventuais. E o colega escolhido é Grandy Scraps, um cientista simpático, brilhante e não convencional. Scraps mostra sua ultima invenção: um portal para a cozinha… do futuro, é uma porta que dá acesso à sala ao lado, no caso a cozinha, mas é um dispositivo do tempo ajustado para um dia no futuro. Para provar que ela funciona Scraps entra na cozinha e pega o jornal do dia seguinte, os problemas começam quando Peter entra na cozinha e dá de cara com uma Nova York destruída. As duas edições são claramente baseadas em De Volta Para o Futuro II, se você não viu, o que você está fazendo aqui? Elas se desenvolvem com Scraps auxiliando o Homem-Aranha à fazer tudo que o Clarim diário do dia seguinte escreveu sobre o Cabeça de Teias, em paralelo a Madame Teia aparece para avisar que ninguém mais deve saber sobre isso para não causar mais problemas à linha temporal, e a aventura termina com Peter descobrindo que não é o umbigo do universo. Participação especial da Silver Sable e do Anarquista e seu grupo de terroristas.

 

Pois é, acho que eu me prolonguei muito neste review, mas dá um desconto, a revista era grande… mês que vem, ou melhor, neste mesmo mês eu volto com a review de Homem-Aranha 136 que infelizmente tem apenas a edição 679.1 de Amazing Spider-Man e mais duas de Avenging  Spider-Man. Por que? Eu não sei, já que a Panini poderia colocar essas histórias todas em uma edição especial ou em uma Teia, mas c’est la vie, esperemos que as histórias sejam boas. Até mais.

 

 

 

Sobre o Autor

Colecionador de quadrinhos desde A Morte do Super-Homem (antigamente, era assim que se escrevia). Já o Homem Aranha foi a fatídica saga do Clone que, podem me criticar, eu gostei, embora tenha acabado muito ruim e terem exterminado qualquer consequência. Historiador de formação que ainda sonha em ser arqueólogo.

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