Presto Gaudio On maio - 13 - 2013

Um breve panorama do Homem-Aranha no universo Ultimate

O site Aracnofã começará mais uma coluna de review, agora acompanhando as histórias do novo Homem-Aranha do Ultiverso, Miles Morales.

Mas antes de falar deste novo Homem-Aranha, vale a pena uma pequena contextualização: os últimos anos da década de 1990 foram complicados para editora Marvel que passava por uma grave crise econômica, foi nessa época que foram vendidos para diferentes estúdios cinematográficos os direitos de seus principais personagens (Homem-Aranha, X-Men, Quarteto Fantastico, etc.). Enquanto isso, nos quadrinhos a editora resolveu criar um novo universo, uma releitura que aproveitasse os heróis consagrados da continuidade normal,  é o início da iniciativa “Ground Zero”. E como não poderia deixar de ser, seguindo a tradição, o personagem escolhido para testar a nova formula foi o Homem-Aranha.

Em outubro de 2000 foi lançada a primeira edição de Ultimate Spider-Man, aqui chamada de Homem-Aranha Marvel Século 21 pela editora Abril no ano seguinte. O maior responsável pelo frescor desse novo universo foi um autor ainda pouco conhecido Brian Michael Bendis. Logo outros grandes autores se juntaram à Bendis nas novas revistas que surgiriam aproveitando o sucesso deste novo mundo: Mark Millar ajudaria Bendis a criar os X-Men e o Quarteto Fantástico; depois disso Millar se envolveria com a criação dos Ultimates, e o Quarteto passou para Warren Ellis, enquanto os X-Men foram para Chuck Austen. Além deles ainda teríamos Geoff Johns, Brian K.Vaughan, Mike Carey, Rober Kirkman e muitos outros autores de peso. Isso sem contar os artistas Adam Kubert, Chris Bachalo, Mark Bagley, Stuart Immonen, Bryan Hitch, etc.

As primeiras edições deste novo universo acaba contando novas origens de um novo/velho universo Marvel, mas agora adaptando alguns elementos clássicos para novo século XXI. No caso do Homem-Aranha, por exemplo, a aranha radioativa deu lugar a uma aranha geneticamente modificada e a frágil tia May se tornou uma agitada mulher da terceira idade. O sucesso do personagem foi responsável pela adaptação de diversos outros personagens, e novas revistas começariam a chegar ao mercado. Depois de diversos altos e baixos, sagas e mortes, o universo Ultimate parecia estar fadado a mesmice dos universos tradicionais onde a maior transformação sempre é seguida por um retorno ao status quo.

O primeiro sinal que isso não iria acontecer foi logo após a controversa saga Ultimatum que ocorreu entre novembro de 2008 e julho de 2009 nos EUA. Nesta saga Magneto resolveu se vingar dos Ultimates, os vingadores deste universo, após a aparente morte de seu filho Pietro. O mestre do magnetismo então invade Nova York com sua Irmandade de Mutantes depois de inundá-la com um Tsunami. Muitas mortes se seguiram, ocorrendo inclusive entre os personagens principais, na batalha final contra Magneto temos além da morte do próprio causador do desastre, Wolverine, Ciclope e Professor X. No fim, foi revelado que o vilão estava sendo manipulado pelo Dr.Destino. Contando assim não parece que a história tenha sido tão ruim, mas não aconselho ninguém a ler essa fase, e se eu puder eleger apenas um culpado, esse alguém seria o maior destruidor de mundos: Jeph Loeb.

Era para Peter morrer nessa saga, até o fim dela todos pensávamos que ele estava na lista dos falecimentos. Felizmente Bendis viu o que aconteceu com o universo que ajudou a criar e decidiu intervir, trouxe de volta Peter, agora acompanhado pelos traços mais cartunescos de Stuart Immonen. Esse Peter Parker voltaria renovado, com novos problemas, enfrentando uma Nova York que sofreu uma catástrofe e ainda está se reerguendo, mas que ainda sofre com uma profunda cicatriz depois que grande parte de seus heróis acabou morrendo.

Embora esse novo mundo fosse teoricamente mais sombrio, as histórias se tornaram muito mais leves. Logo os órfãos da catástrofe se mudam para a casa de Peter, é a era da Pensão da Tia May que reúne Gwen Stacy, Boby Drake e Johnny Storm. Além da aparição recorrente de Kitty Pryde, agora com uma nova identidade secreta: uma versão do vilão pseudo-mágico dos Vingadores do universo 616, chamado Mortalha. Essas edições são caracterizadas por uma presença maior de Nick Fury e dos Vingadores remanescentes que se responsabilizam em treinar o herói.

Nessa nova fase temos mais 27 edições, é uma das melhores fases do personagem, mas é também uma despedida, nos oito números finais vemos a morte de Peter na mão de seu Nemesis: o Duende Verde. Claro que isso não aconteceu sem antes Peter ter sua redenção ao morrer salvando sua Tia May, depois de ter salvo o Capitão America. A importância do Homem-Aranha para o universo Ultimate vai além do fator comercial, se no nosso universo ele foi responsável por criar os alicerces de toda uma nova franquia de Hqs, dentro das histórias sua morte foi sentida por heróis e pessoas normais. Esses reflexos foram vistos nas edições Fallout, publicadas aqui pela Panini na Ultimate Marvel 26 e 27 de agosto e setembro de 2012.

Até que em outubro de 2012, um novo Homem-Aranha aparece. Com uma origem completamente original, nada tem a ver com o velho Peter Parker, pelo menos até agora eu acho que não. Fiquem atentos, mês que vem eu trago a resenha do primeiro arco de histórias de Miles Morales, em julho eu apresento o segundo arco e, a partir de agosto acompanharemos o novo Homem-Aranha mês a mês aqui no Aracnofã. Fiquem atentos também aos Thwip Views que traremos novidades.

 

Sobre o Autor

Colecionador de quadrinhos desde A Morte do Super-Homem (antigamente, era assim que se escrevia). Já o Homem Aranha foi a fatídica saga do Clone que, podem me criticar, eu gostei, embora tenha acabado muito ruim e terem exterminado qualquer consequência. Historiador de formação que ainda sonha em ser arqueólogo.

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