No mês de maio eu iniciei o projeto “Review das mensais do Homem-Aranha Ultimate”, mas como mencionei mês passado: ao invés de começar no meio de uma história, por que eu não faço um resumo de tudo para contextualizar os novos leitores e relembrar os antigos? Pois bem, neste mês teremos a análise das primeiras histórias de Milles Morales que saíram nos EUA em Ultimate Comics Spider-Man números 1 à 5, publicado ente setembro de 2011 e fevereiro de 2012. Aqui no Brasil essas histórias correspondem aos números 28 -32 da revista Ultimate Marvel, que foram publicadas entre outubro de 2012 e fevereiro deste ano.

Escrito por Brian Michael Bendis e ilustrado por Sara Pichelli, Miles Morales aparece pela primeira vez no especial Ultimate Fallout, aqui conhecido por Dia Seguinte. Essa revista se concentrou nas conseqüências que a morte de Peter teve para o Ultiverso. Nem falarei desta história, pulo logo para a primeira edição do Miles como Homem-Aranha, mas se vocês quiserem saber mais ouça o Thwip View 58.

Eu me lembro de acompanhar as notícias da morte de Peter Parker do universo Ultimate, as criticas em geral eram boas, pois demonstrava a coragem da editora em matar o personagem que mais rende dividendos à editora. Não apenas isso, mas as histórias deste Ultimate Peter eram muitas vezes melhores e mais divertidas do que às do universo 616. A morte do personagem gerou especulações quanto o fim do Universo Ultimate, ou que simplesmente Peter Parker retornaria dos mortos em breve. No entanto, Bendis novamente surpreende e traz um novo Homem-Aranha que nada tinha a ver com o original. E se o medo de ser apenas um caça níquel do politicamente imperava antes de sua estréia, o lançamento de sua revista em setembro de 2011 mostrou que há espaço para novos personagens no universo Marvel.

A história começa 11 meses antes da morte de Peter Parker, quando Norman Osborn estava tentando recriar o soro do super-soldado que deu poderes ao Homem-Aranha. Mas uma das aranhas do experimento foge junto a um roubo do Gatuno. Em uma visita de Miles ao tio, a aranha sai de uma caixa e o pica deixando-o paralisado. Logo ele desenvolve poderes parecidos com o do Homem-Aranha, inclusive outros como garras venenosas e camuflagem.

 

Nesse primeiro arco que vemos Bendis criando não apenas um novo Homem-Aranha, como também todo um rol de personagens secundários muito importantes na vida de Miles. Incentivado pelo amigo nerd-japonês-gordinho Ganke, usa seus poderes para ajudar a resgatar pessoas presas em um incêndio. Logo fica sabendo que o verdadeiro Homem-Aranha levou um tiro, pulando de prédio em prédio na intenção de ajudá-lo, chega para ver os últimos momentos de Peter e encara os perigos que um super-herói pode passar. Shield, Nick Fury, Supremos, Garota-Aranha e Electro resumem o resto da história.

Partindo desta origem, vemos que este novo personagem possibilita trabalhar temas e abordagens diferentes das já consagradas. Uma questão interessante, mas que poucas vezes foi trabalhada nas revistas regulares, se refere ao traje do Homem-Aranha. Por ele cobrir o corpo inteiro do herói, seria possível que qualquer vestisse a máscara. Desta forma, não importa a raça, cor ou credo o Homem-Aranha poderia ser qualquer um de nós. E tomando isso como base, Bendis resolve continuar o legado do Homem-Aranha com Miles Morales, um americano 13 anos de idade meio-Africano, meio Latino do Brooklyn.

Entendemos logo na primeira edição, mas que continua sendo explorado no decorrer da série, as complicações advindas de sua condição social. Crescer no Brooklyn não foi fácil para Miles. Sua família tem dificuldades e seus pais trabalham para dar todas as chances possíveis para que ele escape da pobreza (é a versão dramática e mais realista da vida do Chris). Outro grande desafio de sua vida é o trabalho de seu tio, é revelado, ainda na primeira edição, que o Tio Aaron é o Gatuno do Universo Ultimate. É apenas um dos desafios que Miles terá para honrar a máxima que “com grandes poderes, vem grandes responsabilidades”.

A arte de Sara Pichelli é impressionante em sua capacidade de captar a emoção da história de Miles, dando vida ao personagem. Sara mostra a emoção da história nos sorrisos e caretas se que diz como os personagens estão se sentindo só de olhar para eles. Outro atrativo são as cenas de ação dinâmicas e divertidas de acompanhar, pontuando uma diferença de personalidade de Miles para Peter através da postura de luta que é quase totalmente defensiva ao invés de ofensiva. Além de coisas menores como o primeiro traje de Homem-Aranha, uma fantasia de Halloween que o amigo lhe deu e mal cabe no seu corpo.

 

Enfim, é uma grata surpresa este personagem que nasce clássico desde a primeira aparição. Uma releitura interessante que trouxe novos ares para o universo Ultimate que já vinha mostrando sinais de falta de imaginação. De universos imutáveis já basta o oficial. E que venha ainda muitas aventuras de Miles Morales. Nos vemos mês que vem com o segundo arco do Novo Homem-Aranha com as edições Ultimate Marvel 33 à 37.

Sobre o Autor

Colecionador de quadrinhos desde A Morte do Super-Homem (antigamente, era assim que se escrevia). Já o Homem Aranha foi a fatídica saga do Clone que, podem me criticar, eu gostei, embora tenha acabado muito ruim e terem exterminado qualquer consequência. Historiador de formação que ainda sonha em ser arqueólogo.

VÍDEOS

Navegador de Podcasts





PADRIM

Padrim3

Visite Nossa Loja Virtual

Loja Virtual

CANAIS

Feeds Twitter You Tube Instagram Facebook

Fan Page

9ª Arte