Presto Gaudio On setembro - 18 - 2013

Homem-Aranha 140

O mês de agosto de Homem-Aranha da Panini nos presenteou com a edição especial que comemorou os 50 anos do nosso aracnídeo preferido. Pois é um dos personagens mais importantes da Marvel fazendo aniversário, um número emblemático, e para não fazer “propaganda” para o filme da concorrente Sony que estreou em meados do ano passado. Ok, só posso dizer que foi um ano amargo em decorrência dos acontecimentos e dos não acontecimentos. Quem sabe nos 60 anos?

Esta edição brasileira reúne então os números 691 e 692 de Amazing Spider-Man, ambos foram lançados em agosto de 2012 nos EUA. São duas revistas transitórias, a primeira encerra o arco do Lagarto, enquanto a segunda nos traz algumas pequenas histórias interessantes com as capas comemorativas e o início do arco do ajudante do Aranha: Alfa. A edição trás também as capas alternativas da Amazing Spider-Man 692, foram cinco diferentes capas representando cada uma um fato marcante de cada década do herói: sua criação, a morte da Gwen, Venon, os clones e a participação nos Vingadores; estranhamente a Panini colocou primeiro a capa referente à década de 2000…

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A história se concentra na batalha entre o Aranha e o Lagarto nas imediações dos Laboratórios Horizonte que, com ajuda de Uatu (o cientista mirim, não o Vigia espacial). Infelizmente há diversos erros grosseiros de continuidade como o da pagina 17 em que Peter enfia o arpão na cabeça do vilão, mostrando que a revista foi desenhada por diversas mãos e, possivelmente, ás pressas. Há algumas partes dessa história que funcionam bem , principalmente as cenas que envolvem os cientistas , mas caso contrário, a história cai por terra. Perto do fim da edição do Homem-Aranha visita a Balsa – um lugar com grande potencial para interações interessantes e reflexões – mas a cena é truncada, a fim de configurar para o próximo conflito.

Na conclusão da história ainda acompanhamos mais um “cenas do próximo capitulo” trazida pelo próprio Dan Slott de saia, a Madame Teia. Nesta cena vemos que o Rei do Crime e o Duende Macabro devem atacar em breve e o aparecimento do Exterminador… peraí esse personagem não é da DC? Clássico vilão dos Titãs?…erh…na verdade é o Aranha Demônio, mas quem conhecer o personagem da Distinta Concorrência pode atestar essa pequena confusão.

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Giuseppe Camuncoli e Mario Del Pennino são os responsáveis pela arte, mas ela não agrada. Além do característico traço de Camuncoli, que não consegue desenhar olhos sem que deixe o personagem com aparência de estar chapado de drogas, as tentativas de construir um novo visual ao Lagarto foram sofríveis. A textura de sua pele tem muitas linhas errantes que fazem com que pareça que um pedaço de papel amassado. Apenas a imagem final do Lagarto mostrado no final da edição, presumivelmente desenhada por outro artista , mostra que a textura se pretendia era a aparência de tecido cerebral enrugado!!!

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A história principal de Aazing Spider-Man 692 tem os roteiros de Dan Slott e desenhos de Humberto Ramos . Ela introduz um sidekick para o Homem-Aranha, Alfa. Depois de 50 anos de ser um solitário, parece estranho que o herói passará os próximos cinqüenta anos com um Robin em anexo. Mas a brincadeira parou neste arco, pois o personagem logo pega sua própria estrada. É uma clara paródia do próprio Peter pois adquire poderes em uma viagem da escola para um laboratório (neste caso, é claro que o responsável  pelo acidente não é o escalador, mas ele sempre arruma espaço para se sentir culpado). A maior diferença entre os dois (Peter e Andy) é a criação, enquanto o primeiro tinha perdido os pais quando criança, mas sempre teve o acompanhamento dos tios; Andy é um garoto fruto dos relacionamentos do século XXI, pais ausentes que não tem tempo para cuidar dos filhos. O resultado nós vimos no filme “Poder Sem Limites”: grandes poderes trazem grandes possibilidades de diversão. É uma releitura do jovem Peter Parker, agora sem qualquer motivação ou interesses.

Os poderes do Alfa foram avaliados por Reed Richards e lembram muito os do Multirapaz da Legião dos Super Heróis da DC, ele possui os poderes de projeção de energia , força aumentada , velocidade super, campo de força , vôo, mas apenas um pode ser usado de cada vez. No entanto sua capacidade aumenta a níveis cósmicos, pois seus poderes se ligam diretamente com a expansão do próprio universo. E isso é rapidamente mostrado ao vermos o Alfa dar cabo de Giganto com apenas um golpe, este monstro apareceu pela primeira vez na capa numero um do Quarteto Fantástico. A história vale pelas referências que são liberadas no decorrer das mais de 20 páginas.

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Das três histórias back-up que saíram em Amazing Spider-Man 692, a Panini resolveu inserir apenas as duas menores. A primeira conta, mais uma vez, a origem do Homem-Aranha em apenas uma página, muito semelhante com os “Arquivos Secretos” que a Dc fazia dos seus personagens antes do reinicio da franquia em 2011.

A segunda história back-up tem apenas oito páginas e conta um evento com o uniforme do aracnídeo depois que ele o joga fora pela primeira vez em Amazing Spider-Man 50. Foi para mim a história mais interessante em muito tempo, o roteiro e a arte de Dean Haspiel apresentando um traço levemente inspirada em cartoons, mas com bastante influência realista nos presenteia com uma história comovente mostrando que nem todo criminoso é verdadeiramente mal.

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Sobre o Autor

Colecionador de quadrinhos desde A Morte do Super-Homem (antigamente, era assim que se escrevia). Já o Homem Aranha foi a fatídica saga do Clone que, podem me criticar, eu gostei, embora tenha acabado muito ruim e terem exterminado qualquer consequência. Historiador de formação que ainda sonha em ser arqueólogo.

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