Presto Gaudio On janeiro - 13 - 2014

Homem-Aranha Superior 1

Neste mês de dezembro… janeiro… temos o início de uma nova fase para o Amigão da Vizinhança. Nos últimos meses as revistas da editora Marvel sofreram uma reestruturação de equipes e novos direcionamentos de histórias conhecido por Nova Marvel. No caso do Aranha não ocorreu uma mudança criativa muito grande, pois Dan Slott continua com os roteiros e a arte continua oscilando entre vários artistas.

As mudanças já foram anunciadas na edição anterior, na Amazing Spider-Man 700 (aqui no Brasil Homem-Aranha 143) Otto Octavius lançou uma última cartada contra seu arqui-inimigo: uma troca de corpo, Otto toma o lugar de Peter, enquanto Peter se torna Otto, o maior problema é que Otto estava às portas da morte. Resultado: um Homem-Aranha Superior. Superior

Seria mesmo Superior? O título da revista, que foi reiniciado tanto no Brasil como nos EUA, diz que sim. Durante as histórias publicadas nesta edição Otto (ou seria Dan Slott?) insiste em anunciar sua superioridade. Essa insistência incomoda um pouco, espero que essa auto afirmação não se prolongue muito.

Na edição brasileira acompanhamos as duas primeiras edições de Superior Spider-Man e Avenging Spider-Man 15.1. Começando pela Avenging, esta edição serve como uma introdução ao novo personagem, se tradicionalmente a proposta do titulo seria o encontro do Homem-Aranha com outros heróis, aqui ele se encontra com ele mesmo. O roteiro de Chris Yost nos traz uma viagem introspectiva onde Otto passa a conhecer sobre Peter, embora ele sempre expresse a superioridade em relação ao Peter Parker, é possível acompanhar alguns eventos que fogem do controle racional de Otto. A arte é de Paco Medina e finalizada por Juan Vlasco, eles mostram um traço interessante que se destaca pela construção narrativa em três ocasiões: o painel das páginas 6 e 7, página 9 e 18, todas essas passagens são colagens de momentos que refletem parte dos interesses dos personagens.

 Avenging

As edições de Superior também servem como introdução da nova fase do herói: a apresentação de um novo Sexteto Sinistro, a aproximação de Peter e MJ, o intenso uso dos Laboratórios Horizonte para produção de novas tecnologias. Dan Slott caracteriza muito bem o novo Peter, muito mais seguro de si e esnobe, essa caracterização é auxiliada pela arte de Ryan Stegman que por vezes exagera nas expressões faciais e corporais.

Com um Peter mais sério, o alívio cômico que caracteriza o Aranha é responsabilidade de um fantasma do verdadeiro Peter que surge no final da primeira edição. Em um primeiro momento aparentemente o espírito de Peter Parker tem pouca, ou nenhuma, influência sob Otto. No geral, esses novos rumos propostos por Slott animam pela inovação, no entanto incomoda alguns pontos como a continua autoafirmação e o fato de quase ninguém desconfiar dessa nova personalidade de Peter Parker.

Fantasma

Por fim, dá para considerar esse novo Homem-Aranha superior? Acho que não, mas diferente o suficiente para abrir novas possibilidades de histórias.

Sobre o Autor

Colecionador de quadrinhos desde A Morte do Super-Homem (antigamente, era assim que se escrevia). Já o Homem Aranha foi a fatídica saga do Clone que, podem me criticar, eu gostei, embora tenha acabado muito ruim e terem exterminado qualquer consequência. Historiador de formação que ainda sonha em ser arqueólogo.

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