Presto Gaudio On julho - 17 - 2014

Homem-Aranha Superior 7

Bem-vindos a mais um review da mensal do Homem-Aranha, neste mês de julho, falo sobre a revista de junho: Homem-Aranha Superior 7. Nesta edição temos Superior Spider-Man 12 e 13 e Avenging Spider-Man 21. Como já é de costume e vem ocorrendo desde o início da fase do Otto-Aranha, existem pequenos arcos de histórias dentro de outros maiores, desta forma mês sim, mês não uma história se encerra. E este é mais um mês de encerramentos.

Na edição anterior o Homem-Aranha havia sido convocado pelo J.J.Jameson para acompanhar a execução de Alistair Smythe, o Esmaga-Aranha. A presença do Aranha se prova necessária quando Alistair implanta um plano de fuga que envolve seus mini robôs (que eu gosto de chama-los de percevejos mecânicos) e a liberação de alguns dos presos que foram fortemente feridos recentemente pelo Superior.

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As edições desta revista desenvolve a batalha na balsa com alguns momentos, sacadas ou easter-eggs interessantes. Os três vilões que são aprimorados pelo Esmaga-Aranha parecem os Três Macacos Sábios da mitologia japonesa (Mizaru Kikazaru Iwazaru, não vê, não ouve, não fala), claro que apenas como referência engraçadinha, pois não é possível colocar a palavra sábio em um grupo com o Escorpião e Bumerangue. Otto coloca as pessoas que acompanhavam a execução em um casulo de energia com direito a mensagem holográfica a lá Guerra nas Estrelas.

Quanto a narrativa, e aqui eu parabenizo não apenas o roteirista Christos Gage (sim a história tem apenas o palpite…er…argumento do Dan Slott), mas a arte de Giuseppe Camuncoli que souberam construir muito bem a tensão e a sensação de urgência da história. Apenas duas ressalvas: o problema do formato mix e o mirabolante plano final do vilão.

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A forma como são publicadas as histórias no Brasil atrapalhou na construção de uma sensação de “vai dar me$#@” no final da edição 12, é um momento em que os sobreviventes correm perigo e só o Aranha poderia salvá-los, mas isso acarretaria em deixar Smythe fugir, porém como o suspense se resolve ao virar a página, toda a atmosfera de perigo se dissolve rapidamente. Não é uma crítica a editora Panini, não desta vez, mas sim ao formato mix que temos no Brasil (não me entenda mal, eu prefiro assim do que comprar milhões de revistas de 20 páginas todo mês).

Quanto ao mirabolante plano final, sem jogar o spoiler, mas para bom entendedor meia palavra basta. Posso dizer que se Otto não estivesse vestindo os lançadores de teia, outro vilão tentaria a mesma coisa. É sério isso? O Dan Slott ta apelando muito ao repetir plots semestralmente. Ou ele foi muito sagaz em sugerir o filosofo italiano do século XVIII Gianbattista Vico que discute sobre ideias iguais de origens diferentes. Eu acho que não.

Quanto aos desenhos de Camuncoli, John Dell e Antonio Fabela entregam uma arte interessante, cinética e, por vezes, claustrofóbica. A única coisa que eu realmente não gosto é o novo conceito visual do Lagarto: praticamente um cérebro verde em formato de lagartixa gigante.

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A edição de Avenging, por coincidência também se trata de uma fuga, desta vez é o Camaleão tentando ser sequestrado pelo Homem-Aranha e por um grupo de terroristas russo chamados Santos do Aero-Porta-Aviões da SHIELD. Essa foi uma história mais fraquinha com desenhos um pouco piores: Chris Yost nos roteiros e Marcos Checchetto na arte. Não tenho muito o que falar, temos a equipe do cinema da SHIELD: Gavião, Viuva Negra, Nick Fury Jr., Coulson, Maria Hill e participação especial de um Hulk “voador”. A arte me incomodou bastante na caracterização do Gigante Verde e na transformação do Camaleão, mas no restante da história não atrapalha. Já a narrativa fica a sensação de mais do mesmo, ainda mais com duas histórias de fuga se passando no mesmo mês.

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Mês que vem: alienígenas, gorilas gigantes, Justiceiro e Wilson Fisk… não necessariamente nessa ordem. Até lá.

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Sobre o Autor

Colecionador de quadrinhos desde A Morte do Super-Homem (antigamente, era assim que se escrevia). Já o Homem Aranha foi a fatídica saga do Clone que, podem me criticar, eu gostei, embora tenha acabado muito ruim e terem exterminado qualquer consequência. Historiador de formação que ainda sonha em ser arqueólogo.

  • Mark

    “Posso dizer que se Otto não estivesse vestindo os lançadores de teia, outro vilão tentaria a mesma coisa” não,se o fosse o peter ali,ele já teria deixado Smythe fugir para salvar os reféns =D

  • Alexandre Alves

    Pô, a arte da avenging é demais!

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