Presto Gaudio On setembro - 10 - 2014

Homem-Aranha Superior 9

Nos vemos em mais uma análise da revista superior da Marvel, no mês de agosto a Panini reuniu Superior Spider-Man 16 e 17 e Superior Team-Up 1. Dan Slott nos proporciona arcos grandes e pequenos se intercalando de forma bem amarrada, mostrando um planejamento muito maior que qualquer revista que ele mesmo tenha escrito antes do Otto substituir o Peter (sim, essa é mais uma vez minha teoria de que os últimos números de Amazing Spider-Man foram só enrolação).

A primeira história finaliza o arco do Duende Macabro Phil Urich, mas a insere na história que vem sendo construída nos bastidores do Rei Duende. Ela começa do ponto onde paramos na edição passada, Otto descobre que o atual Duende Macabro é o Phil graças aos seus rastreadores com receptores de som e resolve contar para todo mundo invadindo computadores e televisões. Urich que estava se escondendo dentro do prédio do Clarim é encoberto por alguns minutos pelo Robertson que prefere averiguar a informação antes de tomar alguma decisão (é o último repórter decente de Nova York). Mas como parede de vidro não esconde ninguém, logo ele é revelado e segue uma luta contra o Aranha.

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A história seguinte tem um valor sentimental especial, a participação de uma das melhores versões do Homem-Aranha depois do Ben Reily, o vigilante de 2099 Miguel O’Hara (coincidentemente os dois personagens são frutos da década negra que foi os anos 90). A história começa com um “soluço” temporal onde Dinossauros e Biplanos da primeira guerra surgem de uma nuvem amarela no tempo de O’Hara. Apenas uma breve contextualização, o momento cronológico que encontramos este Aracnídeo 2099 se refere a fase final do título, onde ele já encontrou o Peter do passado, mas antes do cataclisma que destruiu metade do planeta.

A primeira ação de Miguel, depois que os viajantes involuntários do tempo desaparecem, é averiguar tudo na empresa que traz mais problemas para ele, a Alchemax. Chegando lá o dono da empresa está desaparecendo a lá De Volta para o Futuro, motivando Miguel que é seu filho a voltar no tempo para consertar o problema (não entrarei em detalhes, mas é meio que uma novela mexicana, Miguel é filho do dono da empresa responsável pelas piores coisas daquele tempo, mas o dono da empresa não sabe que seu filho é também o Homem-Aranha, seu pior inimigo). Ok, basicamente descobrimos que o tempo está se rasgando por causa de alguma coisa que a Era Heroica fez no passado, as bagunças sempre vêm desta época. Com ajuda de Grandy o Homem-Aranha 2099 é enviado para o passado.

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Ok, paro por aqui, o que se segue é uma referência aos X-Men com os funcionários da Horizonte jogando Baseboll, Max Modell sendo preso, Liz Allen assumindo a Horizonte e tudo arquitetado por Tiberius Stone. Só para deixarem com a pulga atrás da orelha: o dono da Alchemax chama Tyler Stone e o Homem-Aranha 2099 volta no tempo e aparece dentro dos Laboratórios Horizonte (mais precisamente na porta temporal do Grandy).

A arte da primeira Superior Spider-Man é de Humberto Ramos, não merece muitos comentários, mas não está em seu traço mais inspirado, desta forma não incomoda tanto quanto em edições anteriores. Talvez a sensível melhora seja por causa do Victor Olazaba que fez a arte final. Já o traço da segunda história Ryan Stegman emula muito bem os efeitos de luz que existiam nas aparições do Homem-Aranha 2099 nos games.

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Finalmente, a revista termina com Superior Team-Up número 1, que substitui a finada Avenging. Na história temos o Otto caçando diversos heróis do universo Marvel: Manto e Adaga (com as cores trocadas), Demolidor, Luke Cage e Punho de Ferro, Doutor Estranho, Fundação Futuro, Gravidade (?) e Garota Solar (?????), ok, nem todos são muito conhecidos. Quando os Vigadores vem capturar o errático Aracnídeo que descobrimos o que estava acontecendo: o ataque de um velho inimigo, o Carniça. Por fim, vale ressaltar que o Homem-Aranha Superior, com preparo, pode vencer qualquer herói da Marvel, no entanto sua superioridade é superada pela versão imortal do Coringa do Homem-Aranha… tirem suas próprias conclusões. Os desenhos são do David Lopez com arte final de Andy Owens, ambos trabalham muito bem juntos e entregam pista sutis no decorrer da narrativa de Chris Yost que dá continuidade aos roteiros de Avenging.

Em setembro teremos uma revista recheada de versões alternativas do Aranha: Miguel O’Hara em Superior e o Kaine (na versão escarlate) em Team-Up. E por que não Otto como Homem-Aranha que, embora “superior”, não é o Peter, pelo menos não de corpo e alma.

Sobre o Autor

Colecionador de quadrinhos desde A Morte do Super-Homem (antigamente, era assim que se escrevia). Já o Homem Aranha foi a fatídica saga do Clone que, podem me criticar, eu gostei, embora tenha acabado muito ruim e terem exterminado qualquer consequência. Historiador de formação que ainda sonha em ser arqueólogo.

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