Presto Gaudio On setembro - 12 - 2014

Ultimate Marvel 50 – Homem-Aranha

Para não passar em branco um número inteiro (cabalisticamente parece ser mais comemorativo um número redondo do que comemorar 4 anos de publicação) nesta edição 50, lançada em agosto de 2014, a revista Ultimate Marvel vem com mais páginas (com o preço aumentado proporcionalmente, saudosa época da Abril quando ganhávamos mais páginas pelo mesmo preço). Basicamente temos duas edições de cada, sendo assim o fim do arco do Venom e o início do arco Nunca Mais do Miles Morales, respectivamente Ultimate Comics Spider-Man 22 e 23.

Achei muito legal uma edição com mais páginas, acelerando um pouco a cronologia do universo Ultimate que logo terá uma ligação com o universo regular 616. No entanto, o momento, ou melhor, as edições escolhidas de Ultimate Comics Spider-Man atrapalharam no clímax da história. Sendo bem polêmico, parecido com o que ocorreu no filme do Amanzing Spider-Man, um evento bombástico que é abafado por uma sensação de continuísmo. Falarei melhor a seguir.

mae do Miles

A primeira história fecha o arco da Guerra do Venom. Ela começa do exato ponto onde a edição passada havia terminado, a detetive e ex-agente da SHIELD Maria Hill acabou de ser expulsa do apartamento do Miles depois de tê-lo acusado de ser o novo Homem-Aranha. Depois de uma brevíssima discussão entre os quatro adolescentes, Miles sai de seu apartamento para tirar satisfação e reiterar que ele não é o aracnídeo. No entanto sua tentativa de farsa fracassa miseravelmente ao ouvir que o Venom está atacando o hospital que seu pai tinha sido enviado (detalhe interessante é que o código de “a coisa ficou feia” é 616).

O que se segue é o Venom destruindo o hospital a procura do Homem-Aranha, ele não tinha percebido na edição anterior que o Jefferson Davis não é o Aracnídeo? A batalha se desenvolve, inclusive com a Mãe do herói se envolvendo, tudo ocorria bem até que, após o vilão ser derrotado, a força policial chega atirando e uma bala perdida acaba atingindo a mãe de Miles no peito (parece que a falta de preparo da polícia não é algo exclusivo do Brasil, ou o problema da nossa polícia é justamente ter como modelo a americana? Conhece? Polícia militar opressiva? Atire primeiro e pergunte depois? Ok…). A mãe de Miles ainda fala as últimas palavras, ela já sabia da atividade extracurricular do filho, se sentia orgulhosa, mas pediu para que o pai não soubesse. Depois vemos a diretoria da Roxon discutindo sobre o simbionte e o hospedeiro, que estavam na empresa antes dos últimos acontecimentos, a empresa está com uma agenda de criação do próprio Homem-Aranha. E finalizamos com Miles acordando, sem precisar exatamente quantos dias depois, sentindo a dor de não encontrar nunca mais sua mãe, como consequência rasga seu uniforme e desiste de ser um herói.

Ultimate-Comics-Spider-Man-22-Miles_Spider-Man_No_More

E aqui vem o problema que levantei acima. O impacto da desistência de Miles é diminuído a um virar de página, quando nos deparamos com o início de um novo arco, eu sei que ele não desistiria, assim como a história seguinte trabalha muito bem o tempo de “férias”, porém o impacto narrativo acaba perdendo força. Porém, diferente do que ocorre no filme Amazing Spider-Man 2, Brian Michael Bendis trabalha muito melhor o peso da responsabilidade e da consequência dos atos de uma pessoa. Primeiro temos que se passou um ano desde os eventos no hospital, depois o arco vai trabalhar justamente o vácuo deixado pelo desaparecimento do herói em Nova York. Antes de finalizar, gostaria de ressaltar a participação da Jessica Drew, a cloveco do Peter, achei muito legal a aprovação e “convocação” de Miles para o retorno para a vida heroica. Outra participação interessante é da Gwen Stacy, parece que o Homem de Ferro e o Capitão América pararam de pagar a pensão pra tia May, pois agora é a Gwen trabalhando como garçonete.

Não comentei, mas os desenhos da primeira história foram da Sara Pichelli e da segunda do David Marquez com cores de Justin Ponsor. As duas equipes criativas que vem se revezado no título desde o início da fase do Miles Morales são muito competentes e expressam muito bem tanto o clima quanto o desenvolvimento da trajetória do personagem.

Em setembro teremos a edição 51 de Ultimate Marvel, possivelmente com o número normal de páginas. Nos vemos lá.

original

Sobre o Autor

Colecionador de quadrinhos desde A Morte do Super-Homem (antigamente, era assim que se escrevia). Já o Homem Aranha foi a fatídica saga do Clone que, podem me criticar, eu gostei, embora tenha acabado muito ruim e terem exterminado qualquer consequência. Historiador de formação que ainda sonha em ser arqueólogo.

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