Presto Gaudio On outubro - 3 - 2014

[Review] Saga do Clone Ultimate

Finalizando o mês de outubro que o Aracnofã dedicou à Saga do Clone (Panini fazendo escola) vamos relembrar a história do universo alternativo mais importante da Marvel, o popularmente conhecido Ultiverso. Não importa se você é um fã recente do Homem-Aranha, ou leitor de velha data, todos já ouviram falar dessa fase do aracnídeo no universo regular, um pouco menos conhecida foi a versão Ultimate. Esta ocorreu entre julho de 2006 e março de 2007, nas revistas Ultimate Spider-Man 97 a 105, dez anos após o fim da controversa saga 616. No Brasil ela saiu de forma semelhante e foi lançada também dez anos depois, entre agosto de 2007 e fevereiro de 2008, nas revistas Marvel Millennium: Homem-Aranha 68 a 74.

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A história, muito mais enxuta e contida que a original, foi lançada em apenas nove edições. Embora faça algumas referências, como o uso de personagens icônicos com personalidades e funções diferentes das originais, a dupla de artistas Brian Michael Bendis e Mark Bagley nos trouxe uma história completamente inédita. Antes de partir para a história vale uma breve contextualização: neste momento cronológico, Peter está namorando Kitty Pryde e ela precisa esconder essa relação com o Homem-Aranha, já que sua identidade heroica é pública, no entanto essa situação causa cada vez mais desconforto entre os dois.

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A história começa com uma conversa de conciliação entre MJ e Peter no Shopping, deixando Kitty furiosa. No entanto o problema não vem da Lince Negara, mas da versão Ultimate do Escorpião que estreava nesta revista e tinha o simples objetivo de providenciar a luta da edição. Pelo menos era o que parecia até o final da luta, então o vilão é desmascarado e eis que ele tem o rosto de Peter. Rapidamente o escorpião é levado para o Edifício Baxter, onde descobrimos que seu DNA é cerca de 94,2% igual ao de Peter.

Segue então o aparecimento de uma enxurrada de clones e referências ao universo 616: Miles Warren foi introduzido como o psiquiatra de Harry Osborn, contratado por Norman para apagar as memórias sobre o Duende; Ben Reilly se tornou Afro-Americano e trabalha como assistente de laboratório sem vínculos pessoais para Peter; uma versão feminina do Aranha Escarlate foi criado e se tornou a encarnação da Ultimate Mulher-Aranha; um clone com o rosto desfigurado (Kaine) e um clone com o uniforme negro e seis braços (Tarântula). E todos com um resquício do amor/obsessão por MJ.

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Assim, cada clone desenvolveu uma abordagem própria para ajudar a ruiva, desde sequestra-la com objetivo e protege-la dos outros, até a inoculação do OZ em MJ, esperando assim torna-la mais forte e resistente. Ao receber a droga, MJ enlouquece e se transforma em uma fera incontrolável e vermelha. Logo ela foi acalmada por Peter e, com ajuda do Quarteto Fantástico, a droga foi eliminada do corpo da ruiva.

Dentre as diversas consequências, a principal foi o retorno do namoro entre Peter e MJ, mas outros acontecimentos foram deixados para o futuro: Dr. Octopus, capturado pela SHIELD, retornaria com a descoberta dos poderes magnéticos; Gwen, que se revela o Carnificina, e Richard Parker são clones envelhecidos artificialmente que sofreram tratamento psíquico para criar falsas memórias; em seguida Richard morre de envelhecimento acelerado e Gwen é levada junto com o Escorpião e a Mulher-Aranha para a SHIELD, esta última ainda adota uma identidade civil, Jessica Drew.

Bendis e Bagley também fizeram Peter revelar sua identidade secreta para tia May e o Quarteto Fantástico, além de explorar o plot do retorno da Gwen Stacy e de Richard Parker do mundo dos mortos.

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Enfim, é uma boa reimaginação para a história, foram diversas referências sem deixar a saga original sobrepor a liberdade criativa dos artistas. Serviu também como comemoração da avançada numeração deste universo alternativo, o meio da saga ocorreu no emblemático número 100 que recebeu 100 capas alternativas de diferentes artistas. Vale a pena correr os sebos para comprar as revistas. Boa leitura.

Sobre o Autor

Colecionador de quadrinhos desde A Morte do Super-Homem (antigamente, era assim que se escrevia). Já o Homem Aranha foi a fatídica saga do Clone que, podem me criticar, eu gostei, embora tenha acabado muito ruim e terem exterminado qualquer consequência. Historiador de formação que ainda sonha em ser arqueólogo.

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