André Marques On novembro - 16 - 2014

A Teia do Homem-Aranha Superior 3

A edição de A Teia do Homem-Aranha Superior de agosto trouxe as últimas edições do título do Agente Venom e a anual de Carnificina Superior.

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A revista começa com a continuação do arco que começou na edição anterior. Flash continua perseguindo o Lorde Ogro. Nas suas patrulhas à noite, ele é conforntado pelo Lorde Letal e os mercenários Escudo Letal, Arco Farpado e Aranha Sangreta (análogos dos Vingadores Capitão América, Gavião Arqueiro e Homem-Aranha); todos contratados pelo Lorde Ogro. E, para conseguir mais informações sobre ele, Thompsom pede ajuda da sua informante Katy Kiernan, que já apareceu em edições anteriores. Porém, mais um obstáculo para o Venom estará com o Lorde Ogro, o Halloween, que vai direto ao prédio de Flash e ataca o apartamento da sua vizinha e aluna Andrea (Andi) Benton. Venom consegue chegar a tempo de impedir o vilão de matar Andi e seu pai. Mas no meio da luta, o Halloween consegue matar o pai da garota e fica prestes a matá-la. Entretanto, num ato de desespero, Thompsom dá a Andi uma parte de seu simbionte, e assim nasce Mania. Com sua raiva sendo ainda mais alimentada pelo simbionte, Andi tanta matar o Halloween, mas é impedida por Flash. E ele descobre que aquele não é o mesmo Haloween que conhecia. Era apenas zelador que descobriu um objeto hipnotizador do verdadeiro vilão que o fez agir como ele. O sujeito acaba fugindo. Mas nada disso tira a raiva de Andi.

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E as três últimas edições do título, com arte do português Jorge Coelho, formam um arco que fecha o plot da marca do demônio iniciado quando o roteirista Cullen Bunn assumiu a revista. Thompsom recebe informações de Katy sobre mortes de indivíduos parecidos com Daimon Hellstrom, com os pentagramas sendo arrancados de suas peitos. Ele vai até a prisão falar com o próprio, que diz que a marca que havia no seu simbionte sumiu. Flash se pergunta para onde havia ido então. O que ele não imaginava era que tinha ido para a parte do simbionte que deu para Andi. E os assassinos, caçadores das marcas infernais (nos quais estava incluso o Ossos Cruzados), já estavam atrás dela. Ela vai até a cobertura do Lorde Ogro e o enfrenta. Mas o Venom intervém, e, pouco depois, chegam os assassinos que estavam caçando a Mania. Um de seus membros, Mestre Tumulto, invoca seus demônios. Mas ele não esperava que Mania pudesse controlá-los e fizesse com que se voltassem contra eles. A dupla vai para seu prédio e decide descobrir o que há com o simbionte de Andi. Eles vão para um antigo cassino em Nova Jersey, onde tudo começou (publicado em A Teia do Homem-Aranha 19), e encontram Mefisto. Porém, no meio da conversa, os assassinos aparecem. Mas com a ajuda de Mefisto, que tinha o Mestre Tumulto como subalterno, eles conseguem detê-los. Mefisto conta que o simbionte de Mania era um clone de Venom que foi absorvido pelo mesmo há algum tempo. E a marca foi passada para ele. Flash Thompsom tem agora a Andi como grande responsabilidade em mãos; uma filha que ele nunca pensou que teria.

Bom, o título do Venom com certeza vai deixar saudades. Para nós, foram exatos dois anos acompanhando o personagem; para os americanos, quase quatro. O que quebrou o título não foi a fase de Bunn por inteiro. Apenas o seu plot inserido logo na sua entrada, que nada tinha a ver com o estilo da revista e que foi muito mal usado e até mesmo esquecido em alguns momentos, como referi no review anterior. Tudo de bom que ele fez (a grande mudança na vida de Flash, Andi e Mania) poderia ter acontecido independentemente desse plot. Em vez dele, poderia ter trabalhado mais a Andi, que ficou agora sem rumo e sem ser usada por outro roteirista. E confesso que gostei muito da personagem (com seu jeito de insegurança, mas durão e sarcástico de ser, ela tem um carisma muito forte). Fico na torcida para ela ser resgatada por algum roteirista, que acabe com essa porcaria da marca e trabalhe a personagem no estilo do título da Garota-Aranha (Anya Corazón). Quanto ao Venom, ele continua no título dos Thunderbolts e em breve estará junto aos Guardiões da Galáxia, ambos publicados no Brasil em Universo Marvel.

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Por fim, temos a edição anual de Carnificina Superior, escrita também por Cullen Bunn e desenhada por Kim Jacinto e Mike Henderson. Nela, vemos Cletus Kasady preso numa penitenciária e o Carnificina, na ilha de Otto, a Ilha das Aranhas II. Separados, os dois não sobrevivem. E é o que está acontecendo. O simbionte chega a morrer na ilha. Mas Otto havia deixado algumas amostras em aboratórios para serem pesquisadas. Uma delas fez o simbionte renascer e saiu de lá de hospedeiro a hospedeiro para chegar até Casady, a começar pela pesquisadora que estava no local (que até teve um certo desenvolvimento na história). Enquanto isso, Casady estava fraco e foi literalmente apunhalado pelas costas; um plano de seu psiquiatra para tomar seu simbionte. Com o Casady “morto” ele esperava que o Carnificina o iria querer como hospedeiro. Ledo engano. Chegando ao necrotério da penitenciária, o simbionte se adere a Casady e ambos se completam. Carnificina está de volta e mata todos no local. Nada demais, mas a histíria serve para encerrar o ciclo que o personagem teve desde Carnificina Mínima e é típica do mesmo.

As histórias aqui resenhadas foram originalmente publicadas em Venom 37 a 42 e Superior Carnage Annual 1.

Na próxima edição, teremos um crossover entre três títulos e o início de Superior Foes of Spider-Man, por Nick Spencer. Até lá!

Confira também o Thwip View desta edição.

Sobre o Autor

André Marques (antes autor do The Amazing Spider-Blog, theamazingspiderblogg.blogspot.com.br) tem 21 anos e é de Recife-PE. Costuma ler a Marvel desde 2006, tendo como personagens favoritos o Homem-Aranha, Mulher-Aranha (Jessica Drew) e Jessica Jones.

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