Presto Gaudio On dezembro - 16 - 2014

Homem-Aranha Superior 11

A edição de outubro de Homem-Aranha é recheada de convidados especiais: Gata Negra, Luke Cage e Kaine. A revista compila as edições americanas Superior Spider-Man 20, Superior Spider-Man Team-Up 3 e Scarlet Spider 20 (sim, de vez em quando ele aparece, infelizmente com as piores histórias da série, escolhidas a dedo). São três arcos diferentes de histórias, o que torna a revista bem irregular.

A primeira história é da revista principal do personagem e foca no desenvolvimento do dia-a-dia comum dos personagens, apenas lançando alguns elementos para ser desenvolvido no futuro. Otto tem que enfrentar Lamaze que o acusa de plagiar o trabalho do Dr.Octavius em plena defesa do doutorado, o que atrapalharia a criação da futura Indústria Parker. Mj vai se encontrar com seu novo “peguete”, o bombeiro Oliveira. Stunner (não gosto do nome Estonteante) acorda de seu sono de beleza depois de alguns anos em coma para enfrentar o Homem-Aranha que ela julga ser o responsável pela morte do Dr.Octopus. A Gata Negra é pega de surpresa pelo novo Homem-Aranha, um que não guarda nenhuma “boa” lembrança da gata. Carlie volta de férias decidida a levar as provas contra o Aranha para os Vingadores. E por fim, Dan Slott acorda… quer dizer… a Madame Teia acorda e solta um spoiler: “todas as Aranhas vão morrer”.

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Essa primeira história foi apenas um prelúdio para acontecimentos futuros, apenas a defesa do doutorado, Carlie e a ameaça de Stunner se desenvolverá realmente na edição seguinte. Não tenho muito o que falar, achei um bom roteiro do Dan Slott, sempre com spoilers involuntários e referências ao passado. A arte (Giuseppe Camuncoli nos desenhos, John Dell na arte-final e Antonio Fabela nas cores) também é boa, apenas os olhos (sempre eles) que incomodam em alguns momentos.

A história seguinte é um Tie-in da saga Infinito, e … sinceramente … desnecessária. Basicamente temos uma invasão alienígena em Nova York (quantas já ocorreram essa semana?), enquanto ela ocorre, a universitária Sylvia Prell lê um livro de trova medieval e “viaja” que aquela época sem tecnologia seria melhor que a atual. De repente ela é atingida pelas névoas terrígenas e, ironicamente, se transforma em um ser de pura eletricidade. Otto a encontra e ajuda a conter seus poderes, mas a cena final na Times Square mostra que ela tem outras ideias sobre o que fazer com sua eletricidade.

Team up

O roteiro de Robert Rodi não é ruim, apenas acho a história inútil, não traz nada de novo e só foi feita para rechear um futuro encadernado com edições da saga Infinito. Infelizmente a qualidade do papel brasileiro não favoreceu a arte de Michael Del Mundo, as cores a tornam meio difusa, lembram uma aquarela, no entanto fica apagada e sem vida nesse papel. Acho interessante ressaltar que a última história também sofre com esse tipo de impressão, esta feita quase que completamente digital acaba perdendo a vida com a opacidade do papel.

A última edição e o fim do arco que conta o encontro de Otto com Kaine, se na primeira parte Otto ficou ensandecido com o encontro com o Aranha Escarlate, nessa eles precisam se ajudar para fugir do Chacal e seus asseclas. No fim a história só tem consequências para Kaine que busca a redenção de seus atos, mas que acaba por levar uma lição de moral de um amoral Homem-Aranha. Chris Yost  Erick Burnham assinam o roteiro.

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Sobre o Autor

Colecionador de quadrinhos desde A Morte do Super-Homem (antigamente, era assim que se escrevia). Já o Homem Aranha foi a fatídica saga do Clone que, podem me criticar, eu gostei, embora tenha acabado muito ruim e terem exterminado qualquer consequência. Historiador de formação que ainda sonha em ser arqueólogo.

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