André Marques On maio - 27 - 2016

Homem-Aranha da Marvel Studios – O Começo

Após semanas da estreia de Capitão América – Guerra Civil, com a mente mais clareada, decidi trazer aqui opiniões, referências e o que acho que poderia ser trabalhado nesse Homem-Aranha nos futuros longas. O Homem-Aranha da Marvel Studios conseguiu agradar a maior parte do público (geral e leitores). E Tom Holland, ator britânico, conseguiu incorporar o personagem, sobretudo seu humor e o (ainda sutil nesse filme) seu senso de responsabilidade. spider A ideia de retratar o Homem-Aranha como adolescente tem duas vantagens. A primeira é referente à adaptação dos quadrinhos. Muitas coisas importantes de sua época ainda jovem podem ser desenvolvidas no longa, como sua época de ensino médio e coadjuvantes como o Flash Thompsom, que não teve muito destaque nas franquias anteriores; coisas que têm grande potencial para destacar a parte humana do personagem, que é o que no fundo sempre fez as pessoas gostarem dele, na minha opinião. A segunda se refere ao público geral que assiste aos filmes. Um Homem-Aranha adolescente, carismático e engraçado se destaca perante os outros personagens e faz com que o público simpatize com ele com mais facilidade. É o tipo de destaque que fez o Deadpool da Fox ser tão amado pelo público geral tão rapidamente; o personagem foi uma grande novidade nos cinemas (um anti-herói tagarela, carismático e engraçado, que tem grande potencial para agradar o público com suas peculiaridades e tom de novidade) e fez uma grande bilheteria, podendo ser um impulso para a Fox fazer mais filmes da Marvel, como foi com a Marvel Studios após o primeiro Vingadores . Mais ainda: um Homem-Aranha ainda jovem permite mostrar bem evoluções do personagem ao longo dos filmes e fazer com que as pessoas sintam isso. Muito pode ser desenvolvido se essa oportunidade for aproveitada, sobretudo para dar o destaque que o Homem-Aranha merece. civil_aranha O filme faz referência sutis a elementos do personagem. O mais evidente, claro, é quando ele conta ao Stark o porquê de ele fazer o que faz. A morte do tio Ben ali é clara. A frase “Com grandes poderes devem vir também grandes responsabilidades” na minha opinião ficará guardada para outro momento (como a “Avante, Vingadores!” nos filmes dos Vingadores), com o conceito dela sendo construído ao longo dos filmes. O apartamento no Queens, em vez de uma casa, adapta-se melhor à realidade atual, já que hoje as casas por ali são muito mais caras e não são de fácil acesso a famílias de baixa riqueza como os Parkers. A preocupação do Peter pela Tia May e vice-versa também é bem adaptada, com o Peter fazendo de tudo para esconder seu segredo dela (temendo que ela não reaja bem) e ela cuidando do seu ferimento na cena pós-créditos. Essa relação entre os dois era muito forte nos quadrinhos (ainda mais nos anos 60, nos quais a May se preocupava com ele por qualquer motivo), com certas mudanças ou evoluções ao longo dos anos, sobretudo na fase do Straczynski – como alguns aqui sabem, minha fase favorita, embora reconheça os podres dela – (check!), regredindo após Um Dia a Mais. Outra adaptação evidente é o seu senso de humor irônico e sarcástico, e a tagarelice durante as lutas, o que ficou sensacional. E, claro, os lançadores de teia feitos pelo próprio Peter também devem ser mencionados. Uma outra referência, embora não usada para o Homem-Aranha, é o discurso de Sharon Carter no funeral de Peggy Carter. Quem conhece bem a fase do Straczynski (check!) pode ter reconhecido da fala do Capitão América para o Homem-Aranha em Amazing Spider-Man #537, parte do tie-in do Homem-Aranha para Guerra Civil, o arco Guerra em Casa:

RCO015

(Check!)

Como todos sabem, na Guerra Civil dos quadrinhos o Homem-Aranha começa do lado pró-registro e depois passa para o lado antirregistro. Os motivos para essas decisões são intensamente desenvolvidas na fase do JMS (check!), (devido, por exemplo à mudança de Peter, Mary Jane e tia May para a torre dos Vingadores a convite do Tony após o incêndio da casa da tia May provocado pelo segundo Magma – naquela época o aranha já estava nos Vingadores, na primeira formação dos Novos Vingadores) e mais ainda nos arcos O Sr. Parker vai a Washington e Guerra em Casa. No longa o Homem-Aranha permanece apenas do lado pró-registro. A carreira já mais longa do Homem-Aranha e seu casamento de longa data com a Mary Jane nos quadrinhos também são outra grande diferença em relação ao filme que altera bastante o contexto.  As motivações do conflito no filme são diferentes dos quadrinhos. A questão de identidade secreta não é um ponto a ser discutido no filme; apenas o controle ou não é o cerne da questão (pelo menos até agora). Além disso, com um Homem-Aranha jovem e com pouco tempo de carreira não faria muito sentido desenvolver essa confusão no personagem agora. Entretanto, embora de maneira mais rápida e diferente dos quadrinhos, a ligação entre Peter e Tony é estabelecida e pode eventualmente ser trabalhada pela Marvel Studios. Talvez até com o Peter em algum momento reconhecendo que errou ao ter apoiado o Stark; o que faria mais sentido, visto que a Marvel Studios gosta e sabe muito bem desenvolver os personagens gradativamente, o que também é muito bem feito nos seriados. Mas isso é apenas um palpite. MARVEL Guerra-Civil

Para o elenco de Homecoming, até agora só temos Zendaya (Michele; Michele Gonzales?),  Laura Harrier (ainda sem personagem revelada) e Tony Revolori, além de Robert Downey Jr como Tony Stark/Homem de Ferro e Marisa Tomei como May Parker. Será que esses coadjuvantes estarão no lugar do Flash Thompsom, Mary Jane, entre outros, mantendo a essência de cada um? Vamos ver. Além disso, há vários vilões que têm grande potencial e muito a desenvolver; além de alguns já utilizados em outras franquias, como o Dr.Octopus, que ficou excelente no segundo filme de Sam Raimi, mas que não teve algumas características importantes muito trabalhadas, como o seu jeito arrogante.

civil war poster Por fim, deixar claro aqui que na minha opinião esse já é o melhor filme da Marvel Studios e será muito difícil algum outro superar. Não por causa do Homem-Aranha, mas devido à questão moral, emocional e principalmente o conflito ideológico envolvido. A fala do Capitão América na última cena, quando ele menciona o valor do indivíduo é uma das chaves para entender o ponto dele e foi uma das coisas das quais mais gostei. E a maneira como desenvolveram ambos os lados, principalmente o do Capitão América, foi o que me conquistou. O processo que levou o Stark a apoiar o acordo também foi sendo construído gradativamente, com o seu comportamento começando a mudar depois do primeiro filme dos Vingadores, quando começou a sentir medo de deixar que algo daquele tipo acontecesse novamente, demonstrando procurar formas de controlar as coisas para evitar acontecimentos assim e não se sentir mais culpado (com todas aquelas armaduras em Homem de Ferro 3, com a Legião de Ferro e o Ultron em Vingadores – A Era de Ultron, e com o apoio do acordo em Guerra Civil). Além disso o tom de novidade também ajuda; esse tipo de trama é um pouco comum nos quadrinhos, mas no cinema foi uma grande novidade e Marvel Studios soube aproveitar isso muito bem e chamar mais a atenção do público. Foi um ótimo início para a fase 3. Meus parabéns à Marvel Studios e aos irmãos Russo, que conseguiram fazer muito bem aquilo que também serviu de “treino” para Vingadores – Guerra Infinita, de 2018 e 2019. E as gravações de Spider-Man – Homecoming devem começar em junho. A estreia está marcada para 7 de julho de 2017.

Sobre o Autor

André Marques (antes autor do The Amazing Spider-Blog, theamazingspiderblogg.blogspot.com.br) tem 21 anos e é de Recife-PE. Costuma ler a Marvel desde 2006, tendo como personagens favoritos o Homem-Aranha, Mulher-Aranha (Jessica Drew) e Jessica Jones.

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