112_06Uma história de quadrinhos pode contar uma história corriqueira com seu enredo, mas às vezes a arte traz mensagens subliminares que valorizam a história e agradam aos olhos. Essa edição natalina, publicada em Março de 1986, escrita por Peter David e desenhada por Mark Beachum já se inicia controversa, com um Papai Noel de óculos escuros, fumando um cigarro  e  segurando um revólver, além de um smiley cravejado de tiros.

A história começa com um meliante furtando os presentes de Natal de uma moça, quando é interceptado pelo homem aranha e depois é perdoado pela moça, tomada pelo espírito natalino, só para ter seu relógio afanado pelo mesmo bandido. Vemos que o cinismo da história está apenas começando. Percebemos também a colocação das figurantes (ou mise en scene, se preferir um termo mais erudito) em posições sensuais, como se estivessem num ensaio fotográfico.

Depois desse incidente, Peter vai ao Clarim Diário, onde encontra Joy Mercado que o beija, por estar embaixo de um azevinho (tradição natalina americana, portanto garotos (as), se vocês quiserem se dar bem nas festas natalinas, já sabem onde se posicionar). Joy comenta sobre assaltos misteriosos que estão acontecendo na cidade, enquanto os moradores dormem. Peter liga para a Tia May que informa que irá passar o Natal com sua amiga Ann, mas Peter se desconvida antes que sua Tia tenha chance de convidá-lo para a ceia. Depois fala com Robbie que está esperando a visita do filho e nora, mas Peter já tem desaparecido quando ele o convida para a sua ceia familiar.

Enquanto o Homem-aranha singra pela cidade, vemos um pequeno interlúdio sobre Alex, uma criança abusada pelo pai, que renderia mais à frente uma ótima história. Depois, finalmente vemos numa loja de departamentos o antagonista da história, o Papai Noel bandido que colhe informações das casas das crianças para praticar seus furtos.

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Peter encontra-se em casa solitário e liga para seus amigos em busca de um convite para ceia. Harry estava ocupado com um filho bebê, Mary Jane não ouviu o telefone tocando pois estava tomando um banho relaxante (e sensual) na banheira e Felícia desliga na cara de Peter. Ela  prefere sair pela cidade como gata negra. Ela detém assaltantes e intercepta casacos de pele que depois doa a mendigos.

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Peter passa a noite sozinho, jantando 2 latinhas de refrigerante com seu uniforme (que nem era o simbionte) e dorme com seu ursinho de pelúcia, quando ouve barulhos no apartamento ao lado. Rapidamente se veste e entra quebrando a vidraça (pela 3141516 vez) e corre ao encalço do vilão, que era o Papai Noel do shopping. O Homem-aranha surpreende-se ao saber que sua vizinha Bambi era mãe de um garotinho (criança, não o ex-prefeito do Rio). O ladrão deixa seus “pertences” e foge pelo telhado, onde encontra o Papai Noel original.

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No dia seguinte, Peter recebe uma ligação da sua editora do Clarim, relatando a resolução dos assaltos misteriosos e que o Papai Noel estava regenerado e doando brinquedos. Ele entrega a Peter um recado, que mandava ligar para sua tia. Peter finalmente tem um almoço de Natal com sua tia, Mary Jane e Ann. No final, vemos que vultos perigosos espreitam a casa (na edição seguinte vemos que são marginais que perseguem um anfitrião da Tia May que havia baleado um membro do seu grupo).

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Cinéfilo, Marvete, Nintendista e Agente do Hue.

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