Presto Gaudio On janeiro - 19 - 2017

O Espetacular Homem Aranha 1

Ano novo, vida nova, revista nova, Nova Marvel, e eu voltando às reviews da mensal de novo… Ok, piadinha infame, mas para acompanhar o humor do nosso querido Aracnídeo. Para todos se situarem, o ano de 2016 foi diferente para quem acompanha as revistas da Marvel, entre agosto e dezembro não havia mais nenhuma mensal, apenas os Tie ins e a série principal de Guerras Secretas ( o reboot que não é reboot, mas é reboot sim da Marvel). Passada a turbulência, chegou a hora do retorno dos personagens às suas histórias e revistas próprias.
A partir de dezembro de 2016 (na contracapa fala novembro, mas é a Panini né?), o Que Peter Parker voltou às bancas acompanhado de Miles Morales, isso mesmo, depois do fim do universo Ultimate, o carro chefe do universo 1610 passou a dividir casa e responsabilidades com o amigão da vizinhança. O status e o seguinte, as Guerras Secretas aconteceram faz alguns meses, o que permitiu acontecer várias mudanças nos personagens: Peter se transformou no “Tony Stark dos pobres”, tem uma empresa de tecnologia multinacional e o Homem Aranha é seu guarda costas; Miles, por sua vez consegui sua mãe de volta e vive em Nova York como se nada tivesse acontecido.
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A primeira história é do Peter, têm os roteiros do eterno Dan Slott, desenhos de Giuseppe Camuncoli, arte final de Cam Smith e cores de Marte Garcia. Uma equipe que já tínhamos visto trabalhando com o Aranha e agora retomando os trabalhos. É uma edição para estabelecer a nova condição do personagem, e consegue de forma bem rápida e dinâmica, em poucas páginas sabemos de sua parceria com a Shield e que o Peter conquistou um novo rol de viloes, os empresários. Foi interessante ver o jogo que o personagem faz para manter sua identidade secreta (com o Gatuno o substituindo ou a troca de roupa desastrada na China). É tudo construído de forma bem estruturada e não apressada, e engrossado como a equipe entrega uma história da qual perdemos vários capítulos, mas ao mesmo tempo ela mostra natural. Grande parte disso é pela boa caracterização desse novo Peter Parker empresário, ele continua sendo o mesmo, só tem mais dinheiro e outras responsabilidades, mas seu senso de justiça e amizade continua o mesmo e ainda move suas ações.
Ah, claro, como e a primeira edição, alguns easter-eggs e sugestões de plots vão surgindo (quantas vezes eu já falei que o Slott não se aguenta e sai soltando spoilers involuntários em suas histórias?) só para citar alguns: aranhamóvel, Gatuno, Shield, Universidade Horizonte, Sajani, e o grande Cérebro Vivo. Outro detalhe importante, que não ficou muito claro na edição, mas que a Marvel fez questão de divulgar e que todas as histórias dessa nova fase da editora se passa oito meses depois de Guerras Secretas. Justificando assim algumas mudanças de status quo e abrindo a possibilidade para explicações “retconeadas” em histórias futuras.
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Pegando esse gancho dos acontecimentos oito meses depois de Guerras Secretas vamos para Spider-Man 1, a nova casa de Miles Morales. Aqui temos um resgate da equipe Ultimate: Biran Michael Bendis nos roteiros, Sara Pichelli nos desenhos e Justin Ponsor com as cores, além do novato do grupo Gartano Carlucci ajudando na arte final.
A princípio sentimos um alívio, parece ser o velho Miles Morales que, junto com todos seus coadjuvantes, rumaram para uma nova casa (universo). E então começam a surgir os primeiros problemas, na luta que ele tem contra um novo Coração Negro (certeza que é a versão Ultimate que nunca havia aparecido) ele se mostra bem mai imaturo do que vínhamos acompanhando, outro elemento que fica claro é que nunca houve outro universo, como se ele sempre estivesse no 616. O fato da mãe ter voltado dos mortos e o pai não ter desaparecido talvez seja uma explicação plausível para o retorno à infantilidade de um personagem que a tinha perdido.
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Para completar a revista vemos duas das histórias backup da Amazing, acredito que as outras serão inseridas na próxima Aranhaverso, pois são pequenos contos que contam as linhas gerais do que será trabalhado com cada personagem. Nessa revista temos o Miles se adaptando como o novo Homem-Aranha de Nova York e prendendo o Touro, mas o foco está no preso este transferido para a nova prisão de segurança máxima Porão. O problema? Quem comanda essa prisão é um personagem que vimos no Tie in Renove seus Votos, o Regente que usa tecnologia para sugar para si os poderes meta-humanos. A outra história é uma comédia com desenho bem cartunesco a qual, em apenas duas páginas, Anthony Holden mostra um dia na vida do empresário Peter Parker.
É uma nova fase para velhos personagens, alguns nem tão velhos assim, e por isso mesmo o mais novo acabou sofrendo mais. O mais engraçado é que com a permanência da equipe criativa em ambos Aranhas, só me faz confirmar a existência de um novo universo Marvel que foi criado dos escombros e memórias das Guerras Secretas.

Sobre o Autor

Colecionador de quadrinhos desde A Morte do Super-Homem (antigamente, era assim que se escrevia). Já o Homem Aranha foi a fatídica saga do Clone que, podem me criticar, eu gostei, embora tenha acabado muito ruim e terem exterminado qualquer consequência. Historiador de formação que ainda sonha em ser arqueólogo.

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