Presto Gaudio On janeiro - 26 - 2017

Guerras Secretas – Ilha das Aranhas

 O segundo número de Homem-Aranha Guerras Secretas nos entrega uma divertida história no Mundo de Batalha, ou posso dizer duas? Por que, mesmo nas edições originais americanas, a Ilha das Aranhas dividiu espaço com outra mini série, com menos paginas, mas igualmente interessante, sobre a May Day Parker.
Vamos lá, a história principal, e que dá nome a HQ tem roteiros do Cristos Gage com ilustrações de Paco Diaz e cores de Frank D’Armata, equipe que já trabalhou na mensal do Homem Aranha. Aqui estamos em uma Manhattan dominada por híbridos de humanos com aranhas, pendendo mais para os aracnídeos. Quem leu o arco que saiu pouco antes da fase superior na mensal deve lembrar que, de repente os moradores da cidade começaram a desenvolver poderes similares aos do Peter, mas logo descambaram para uma versão mais horripilante com seis braços e quelíceras. A princípio, a ilha de Manhattan foi isolada do resto dos EUA, mas no fim Peter recebe ajuda do Agente Venom e do Kaine para reverter a situação.
8
Considere que nessa mini série tudo deu errado e ao invés de criarem a cura, a vilã por trás de tudo venceu e agora domina todos os transformados com uma espécie de mente coletiva, e isso inclui os Vingadores. O pouco foco de resistência é liderado por Flash Thompson como Agente Venon.
A história se desenvolve muito bem, como se fosse um bom “O que aconteceria se”, mas sem a aparição do Vigia. Ela é emocionante e bastante ligada com a cronologia daquele momento das histórias do Aranha. É legal também ver como o autor fecha algumas pontas soltas do arco das mensais que o Venom desenvolveria na época que foi publicada a saga originalmente. Pode-se dizer que nessa história o grande heroi é o Flash e seu simbionte, pois são eles que estabelecem as estratégias e planos para acabar com a Rainha Aranha. Além de apresentar uma conclusão interessante, com mensagem que devemos lutar pela harmonia a partir do respeito pelas diferenças. Como foi bem feito, felizmente não fica piegas.
5
A arte também está boa, com um ou outro quadro com o traço estranho, principalmente em relação aos olhos dos personagens. Mas no geral ela é cinética e desenvolve muito bem as cenas de ação. Antes de passar para outra história, aqui temos uma versão do Duende Verde Power Ranger que funciona melhor que o do filme do Sam Raimi.
A história back-up, como mencionei no início do texto é com a May Day Parker, e encontramos com ela exatamente após os eventos da saga Aranhaverso. A sensação continuidade me alegrou muito nessa revista, pois em ambas, não apenas os personagens são reconhecíveis, como também os eventos que constroem o histórico daquele momento escolhido para a mini série.
4662816-smi2015001_int3-4
Nesse caso acompanhamos a May sofrendo pela perda do pai pelas mãos do Morlum, temos também o tio Ben do universo radioativo ajudando a MJ com o bebê, os Vingadores desse futuro alternativo. Até o momento foi a única que não teve nenhuma menção ao mundo do Destino, tirando um típico louco da plaquinha de Nova York. Outro fator que me animou muito foi a aparição de quase todos os personagens do MC2, talvez de forma rápida, mas se detendo nos mais importantes. E claro que tudo isso só aconteceu por causa da equipe criativa que nos traz novamente Tom de Falco e Ron Frenz nos roteiros e desenhos. Com a arte-final do Sal Buscema trazendo aquela sensação de continuidade com todas as revistas da Garota Aranha.
Enfim, gostei muito dessa revista pela fidelidade com os personagens e com o momento escolhido para retratar, claro que isso só aconteceu tão bem por causa da equipe criativa envolvida em ambas as histórias. E provando também que mesmo sendo uma tie in a história pode ser boa, depende do roteirista.

Sobre o Autor

Colecionador de quadrinhos desde A Morte do Super-Homem (antigamente, era assim que se escrevia). Já o Homem Aranha foi a fatídica saga do Clone que, podem me criticar, eu gostei, embora tenha acabado muito ruim e terem exterminado qualquer consequência. Historiador de formação que ainda sonha em ser arqueólogo.

VÍDEOS

Navegador de Podcasts





PADRIM

Padrim3

Visite Nossa Loja Virtual

Loja Virtual

CANAIS

Feeds Twitter You Tube Instagram Facebook

Fan Page

9ª Arte