André Marques On fevereiro - 18 - 2017

40 anos da Mulher-Aranha | Spider-Woman (1978)

Depois do artigo de origem, falemos agora sobre o primeiro título solo da Mulher-Aranha, inciado em 1978, durando 50 edições. Não farei resumos detalhados sobre as histórias para o artigo não ficar exaustivo. Irei apenas destacar alguns dos fatos mais importantes para o leitor ter uma noção. Eventualmente faremos um podcast exclusivo sobre a personagem e então poderei detalhar melhor. SW1 As primeiras 19 edições têm roteiro de Marv Wolfman e de Mark Gruenwald, respectivamente. Após descobrir mais sobre o seu passado com a ajuda de Modred, Jessica fica em londres para tentar tomar um rumo na sua vida. O problema é que ela praticamente não possui experiência de vida alguma além de parte da sua infância e o tempo na HIDRA. É revelado que Modred ajudou-a a descobrir que seu pai, Jonathan Drew, estava desenvolvendo pesquisas com urânio ao lado de Herbert Wyndham. A exposição ao urânio deixou Jessica (na época ainda criança) com risco de morte. Seu pai injetou-lhe um soro feito com sangue de várias espécies de aranha que têm capacidades regenerativas. Ela foi selada em um acelerador genético criado por Wyndham para acelerar o processo, mas não teve efeito. Wyndham se tornou o Alto Evolucionário, deixando Jessica (que havia ficado em estase desde então) num lugar chamado Wundagore. Também é revelado que Mirian, mãe de Jessica, morreu pouco tempo depois Jessica ter sido selada. Mas, para descobrir a verdade sobre seu pai, Jessica foi a Los Angeles, onde acabou vivendo a partir de então. Na edição 7 é revelado que seu pai foi obrigado, à força, a trabalhar para uma empresa chamda Pyrotechnics, por um deputado, chamado Wyatt, que a comandava e que acabou sendo morto por ele. Wyatt foi morto durante uma perseguição pela SHIELD nessa edição. sw3

Além disso, os principais plots trabalhados nas fases desses dois escritores são as tentativas de Jessica de se adaptar ao mundo, encontrar emprego, etc, etc; seu relacionamento com Jerry Hunt, um agente da SHIELD, que já aparece na primeira edição e com quem foi viver em Los Angeles; sua amizade com Magnus, um feiticeiro que acabou sendo uma espécie de mentor e guia para Jessica e que a ajudou a encontrar as respostas sobre o seu pai; os dois principais vilões dessas fases, Brother Grimm e Morgan Le Fey, a qual viria a se tornar a maior inimiga da Mulher-Aranha durante o título, como veremos a seguir; sua amizade com Lindsay McCabe, uma atriz, com quem viria morar, pouco tempo depois do encerramento de seu relacionamento com Jerry Hunt; e seu emprego no Hatros Institute, um instituto de psiquiatria, no qual também conheceu Lindsay. No fim da fase do Gruenwald, é revelado que a dona do instituto era a vilã Nekra, que é detida pela Mulher-Aranha. Na edição 20, que também traz o primeiro encontro entre a Mulher-Aranha e o Homem-Aranha, Jessica acaba por ter de ser demitida do instituto devido à mudança de liderança e à aparente dificuldade financeira do mesmo.

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A partir da edição 21 inicia-se a fase de Michael Fleisher. Logo nessa edição é mostrado que a Mulher-Aranha está trabalhando como caçadora de recompensas em parceria com Scotty McDowell, um ex-policial investigativo que perdeu o movimento de suas pernas em uma missão. Ele identifica as oportunidades de casos, investiga usando os seus recursos e sua experiência, e a Mulher-Aranha fica com a parte da ação. Além disso, Scotty também sabe a identidade secreta de Jessica e sente algo por ela. Esse sentimento é bem demostrado num arco em que ele, mesmo sendo um cadeirante, vai resgatá-la de um grupo de vilões que a sequestrou. Ela não chega a sentir o mesmo por ele, mas também vai longe para salvá-lo, como demonstrado num dos últimos arcos, no qual ele foi capturado. A relação entre os dois é carismática e bem trabalhada durante a fase. O único ponto fraco é que não é mostrado em momento algum como os dois se conheceram e como começaram a trabalhar juntos. A edição 21 já começa com a Mulher-Aranha em uma missão, e é possível ver claramente uma mudança de postura e de atitude da personagem. Seria interessante ver como se deu esse processo, sendo Scotty uma parte importante no mesmo.

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Outros plots trabalhados são a permanete amizade entre Jessica e Lindsay; as ações de Rupert Dockery (aquele sujeitinho que o aranha deteve em Amazing Spider-Man #210, da fase do Danny O’ Neil), que apareceu pela primeira vez em Spider-Woman #26; o principal vilão da fase, The Enforcer (não consegui o nome dele no Brasil); e o arco com o Dr. Karl Malus (lembra-se dele em Carnificina Superior?), cuja primeira aparição clara é em Spider-Woman #30.

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Chris Claremont assume a revista a partir da edição 34 e já na edição seguinte mostra o fim da parceria entre Scotty e Jessica devido a discordâncias que os dois tinham de como operar. Lindsay se muda para São Francisco e Jessica vai junto com sua grande amiga. Lá, poucas edições depois, Claremont põe Jessica para trabalhar como investigadora particular, uma característica que ficou marcada na personagem e que seria trabalhada décadas mais tarde por Brian Michael Bendis e Dennis Hopeless. Além disso, houve arcos com os X-Men (o leitor deve saber que o Claremont estava escrevendo sua aclamada fase da equipe na época), com a Morgan Le Fey, com a Hidra e a Víbora (ou Madame Hidra), com a Yakuza, além de uma divertida edição com o Homem Impossível. Dois novos coadjuvantes importantes nessa fase são a tenente Sabrina Morrell, quem Jessica conheceu devido aos seus serviços como investigadora particular, e David Ishima, o senhorio de Jessica (e pouco tempo depois, seu namorado).

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Na época, Claremont escreveu a Avengers Annual #10, onde mostrou brevemente o início da amizade entre Jessica Drew e Carol Danvers, que dura até os dias atuais. No arco com a Víbora, Lindsay é gravemente ferida. E, na edição 43, visitando a amiga no hospital, Jessica conta que é a Mulher-Aranha. Mas Lindsay diz que sabia disso desde que elas começaram a morar juntas. Por sorte, Lindsay sobrevive sem sequela alguma e Jessica pôde continuar com a sua grande amizade.

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As últimas quatro edições ficaram a cargo de Ann Nocenti, que preparou o plot para a 50ª e última edição, na qual haveria o último confronto entre a Mulher-Aranha e Morgan Le Fey. Para isso, Jessica teve a ajuda de Magnus, que volta na sua verdaveira aparência em sua forma astral. Ele faz com que Jessica também fique em sua forma astral e fazem uma viagem no tempo, séculos atrás, para enfrentar Morgan. Os dois conseguem detê-la, finalmente. Porém, ao retornar ao presente e tentar voltar ao seu corpo, a forma astral de Jessica se espenta: ela não consegue voltar ao seu corpo; o que segnifica que está morta. Parece que o plano de Morgan era apagar a essência vital do corpo de Jessica enquanto sua forma astral não estivesse lá. Então, sem jeito de retornar à vida, Jessica parte na sua forma astral com Magnus, não antes de pedir que ele lançasse um feitiço que apagasse todas as memórias que todos os seus amigos e aliados tivessem dela; ela não queria que eles sentissem sua morte. Seria como se ela nunca tivesse existido.

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Isso pareceu o fim, mas não foi o que contou Roger Stern em Avengers #240-241, com consultoria da própria Nocenti. Explico. O feitiço de Magnus não funcinou em todos. O Mortalha e outros aliados de Jessica encontraram o seu corpo pouco tempo depois do lançamento do feitiço. O corpo dela é levado aos Vingadores, que chamam o Doutor Estranho e o Hank Pym para tentar trazê-la de volta. Eles veem uma forma astral de Jessica tentando sem sucesso voltar ao seu corpo e não demoram para perceber o problema. No plano astral, Jessica diz a Magnus que o feitiço dele parece não ter funcionado 100% e que ela ainda está viva. Enquanto ela tenta novamente voltar, Magnus é atacado por Morgan na sua forma astral. Os Vingadores combatem Morgan e quando Magnus acorda conta a verdade a Jessica: séculos atrás ele conheceu Morgan e os dois se apaixonaram. Mas ao ver que Morgan iria usar o Darkhold (aquele livro da 4ª temporada de Agentes da SHIELD) para fins malignos ele se separa dela. Mas Morgan sabia que ele iria tentar impedi-la e então o mata apagando a sua essência vital quando ele estava na sua forma astral (exatamente como tentou fazer com Jessica). Então ele revela que não podia ficar fora do plano astral por muito tempo e por isso teve de ir embora (quando ele, no corpo de um senhor em que estava a época em que conheceu Jessica a deixou em Los Angeles com Jerry Hunt, na edição 16). Ele também revela que, apesar de Morgan ser a culpada pela morte de Jessica, ele também tem sua parcela: quando a forma astral dela estava tentando voltar ao seu corpo ele podia tentar resolver o problema, mas não o fez porque na verdade amava Jessica e queria que ela ficasse com ele no plano astral. Mas ao ver que Morgan podia acabar de vez com as chances de Jessica voltar à vida ele usa o último resquício de magia que podia usar para ajudá-la a voltar, mas com isso ele se sacrifica. Morgan é detida pelos Vingadores e Jessica volta à vida com sucesso, mas perdendo seus poderes no processo, temporariamente. Ela agora seria apenas Jessica Drew, investigadora particular.

Depois disso, a Mulher-Aranha ficou meio apagada na editora, aparecendo apenas em algumas revistas, como em um título solo do Wolverine no fim da década de 1980, e só veio a ter um pouco mais de destaque em Spider-Woman (1999), um título com a Mattie Franklim;  num arco de Jessica Jones em Alias, por Bendis, no início dos anos 2000; e tendo grande destaque a partir de 2005, em Novos Vingadores, também por Bendis.

Clique aqui para conferir todos os artigos da série dos 40 anos da Mulher-Aranha.

Sobre o Autor

André Marques (antes autor do The Amazing Spider-Blog, theamazingspiderblogg.blogspot.com.br) tem 21 anos e é de Recife-PE. Costuma ler a Marvel desde 2006, tendo como personagens favoritos o Homem-Aranha, Mulher-Aranha (Jessica Drew) e Jessica Jones.

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