DEVANEIOS (ASM 246, HOMEM ARANHA 56 DA EDITORA ABRIL)

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Quem conhece a história dos roteiristas do Homem-aranha já deve ter ouvido falar que Roger Stern foi um dos melhores a escrever suas histórias, talvez o melhor após Stan Lee. Sua duradoura fase nas revistas Peter Parker- Spectacular Spider-man e depois Amazing Spider-man  ( o pioneiro a ser promovido da revista secundária à principal, coisa que nem o talentoso Bill Mantlo alcançou). Ele conseguiu criar novos vilões, como o Duende Macabro (pra que ressuscitar um duende se podemos criar um novo), colocar o aranha contra vilões inusitados (fanático, cobra e Mr Hyde). A história que vamos discutir aconteceu pouco antes do fim dessa fase, onde o autor dá uma pisada no freio para explorar os coadjuvantes do herói e dar sua visão única.

 

 

 

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Inicialmente o Vigia dá uma de Sandman da concorrência e observa o sonhos dos personagens. A primeira a ser espiada é a gata negra, que se recuperava dos ferimentos da luta contra o Doutor Octopus. No sonho, o Homem-aranha chega na janela do Hospital e lhe entrega seu uniforme e daí eles partem em aventuras de espionagem, passeiam de lancha e o herói ainda tem o rosto do Cary Grant (O Ryan Gosling da época). No final ela acorda quando cai da cama no Hospital.

O segundo sonhador é o J.J.Jameson onde o intrépido editor dá uma surra na ameaça aracnídea e vira o herói da cidade, amado pela sua esposa que até permite que permaneça fumando os nocivos charutos.  Ele acorda do devaneio e percebe que sua única maneira de derrotar seu rival é perseguindo com o seu jornal. Interessante a cena em que ele diz que o aranha é um vício pra sociedade enquanto descarta seu charuto (o vício do personagem).

Em seguida acompanhamos o sonho da Mary Jane onde é uma estrela da Broadway e interpreta uma peça sobre sua vida, dirigida por Woody Allen, quando aparece sua irmã e ela acorda do delírio em que se encontrava.

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Por último acompanhamos o nosso herói aracnídeo onde vê o JJJ correndo no parque quando surgem os mais poderosos vilões da Marvel, que o aranha derrota com facilidade e registra com uma câmera profissional, salvando o editor que beija seus pés. Depois Peter Parker é premiado com a foto do ano e na cerimônia seu professor diz que Peter descobriu a fórmula da cura de todas as doenças. Ele sai da cerimônia e veste o uniforme de herói quando o quarteto fantástico e os vingadores disputam sua adesão às equipes. Tudo ia bem até que no escudo do Capitão América é refletido o rosto de Peter, um rapaz magrelo que é rejeitado pelos colegas(seria uma referência aos bonequinhos das guerras secretas e seus escudos). O aranha desperta com um rapaz sofrendo bullying e espanta os agressores e diz ao garoto que o importante é estudar, mas sem esquecer da vida, sonhando acordado.

É impressionante como em 23 páginas o autor consegue dizer tanto, desde as expectativas da gata negra sobre quem seria seu amado herói (o que gerou uma decepção que acabou com o relacionamento), vemos a obcessão e inveja  de JJJ do aracnídeo e seu sucesso, a culpa de MJ pela situação da irmã e a necessidade de aceitação e complexo de inferioridade que Peter Parker tem. No final vemos o herói salvar um jovem de um perigo bem real e  corriqueiro e ainda inspirá-lo. Esse é o herói que aprendemos a amar e tem feito falta nos últimos anos.

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Sobre o Autor

Cinéfilo, Marvete, Nintendista e Agente do Hue.

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