Presto Gaudio On fevereiro - 23 - 2017

Homem-Aranha Aranhaverso 8

Embora o Aranha seja conhecido como um herói solitário, seu sucesso sempre incitou os autores a criar suas próprias versões do personagem, essas versões apareciam em histórias alternativas e às vezes ganhavam séries próprias como a Garota Aranha ou surgiam como paciente zero para novos universos como 2099 ou Ultimate. Em pouquíssimos casos outros aracnídeos passavam a fazer parte do universo principal, como o Kaine, Venom, as Mulheres-Aranha. Ok, vendo em retrospecto nem foram tão poucos assim, mas para manter meu raciocínio, essa é a primeira vez que tantas versões Aracnídeas ganharam séries próprias com todas convergindo para um mesmo núcleo.
A revista Aranhaverso supre justamente esse excesso de aracnídeos secundários que agora povoam a Marvel enquanto a Homem-Aranha foca nos dois principais personagens da franquia que é o Peter Parker e o Miles Morales. Aqui temos então as edições de Homem-Aranha 2099, Teia de Seda, Gwen Aranha, Mulher Aranha e o supergrupo Guerreiros da Teia.Nessa primeira edição pós Guerras Secretas temos então todas as primeiras edições desses personagens mais o prólogo de cada um que saiu na Amazing Spider-Man 1.
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Começando com o Miguel, roteiros de Peter David, arte de Will Sliney e cores de Frank D’Armata. Ele agora é funcionário das Indústrias Parker, e a história foca na sua tentativa de destruir a Alchemax enquanto visita seu futuro completamente destruído pela porta do tempo e sai para jantar com Tempest. Nessa primeira história temos apenas algumas pistas dos possíveis problemas futuros do herói, dos quais destaco a Capitã América do 2099 do Mundo de Batalha e o trágico gancho pra próxima edição.
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Em seguida, Teia de Seda com roteiros de Robbie Thompson, arte de Stacey Lee e cores de Ian Herring. Acompanhamos Cindy Moon leva uma vida tripla como assistente dos assistentes do Canal Fatos, capanga da Gata Negra e agente infiltrada da Shield, tudo isso enquanto tenta descobrir sobre seus pais desaparecidos e tratar o irmão ex-viciado e capanga do Rei Duende, este por sinal prometendo ser o grande vilão da personagem.
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Então vamos para Gwen que tem roteiros de Jason Latour, arte de Robbi Rodriguez e cores de Rico Renzi. Esta enfrenta lagartos e a vida comum de uma adolescente. Pois é, não me empolguei com a personagem e a primeira história mostrou bem pouco de porque existir. Basicamente podemos considerar o universo dela, que continua sendo alternativo, como uma Terra 2 da Marvel com muita coisa acontecendo de forma contrária, embora com algumas constantes como ser fugitiva da polícia e ter o JJ na cola.
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Passamos então para a Mulher-Aranha com roteiros de Dennis Hopeless, desenhos e cores de Javier Rodriguez e arte final de Álvaro Lopez. Aqui temos Jessica tenta levar uma vida normal e pacata enquanto bate em vilões de quinta e curte o sexto mês de gravides. Tutora do Porco Espinho, assessorada por Phill Urich e uma maternidade interdimensional ameaçada por Skruls. Estranho? Complicado? Não tem a mínima ideia de para onde isso vai? Nem eu, mas o ritmo de sitcom é interessante.
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E fechando a revista, os Guerreiros da Teia, com roteiro de Mike Costa, desenhos de David Baldeon, arte-final de Scott Hanna e cores de Jason Keith. Então, basicamente ressuscitaram os Exilados, mas agora com um time composto apenas de personagens aracnídeos do multiverso: Anya Corazón, May Day Parker, Aranha Britânica, Noir, Indiana, Suína e a Gwen. Uma série despretensiosa que pode causar boas risadas, mas nada muito além disso, veremos o que ela nos reserva.
Enfim, essa é a mais breve análise que consegui fazer dessa revista que reúne tantas séries diferentes. A edição tá interessante, no geral temos personagem bem diferentes entre si que podem gerar uma variedade bem grande de histórias. A edição da Panini está ok, o maior problema é de questão esquizofrênica: podiam ter zerado a revista para essa fase pós Guerras Secretas, o que faria completo sentido, optaram por continuar a numeração, mas por que  não deram continuidade à lombada que estava se formando??? Deixo aqui a pergunta e até o próximo mês.

Sobre o Autor

Colecionador de quadrinhos desde A Morte do Super-Homem (antigamente, era assim que se escrevia). Já o Homem Aranha foi a fatídica saga do Clone que, podem me criticar, eu gostei, embora tenha acabado muito ruim e terem exterminado qualquer consequência. Historiador de formação que ainda sonha em ser arqueólogo.

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