Presto Gaudio On março - 16 - 2017

Espetacular Homem-Aranha 4

A edição de fevereiro de Homem-Aranha, lançada no início de março, traz o início do segundo arco do personagem, parece que a ordem editorial do momento são arcos de histórias de apenas cinco edições. Aqui temos Peter participa do de reuniões na filial chinesa da IP enquanto um velho inimigo retorna: o Senhor Negativo. Situação curiosa e a presença de Manto e Adaga como capangas do vilão em sua versão “negativa”(?), um manto que emite luz e tem poderes de persuasão é uma adaga com emissão de raios negros, provavelmente mais uma transformação ocorrida durante os meses obscuros pós Guerras Secretas.

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O clima desta revista destoa do normal do Aranha, o que pode incomodar seus fãs, mas a história não é ruim, embora a trama seja bastante lenta. Temos vários subplots correndo juntos como o Sr Negativo tentando disseminar uma droga que desperta o pior lado de alguém, o plano de usar essa droga em um filantropo chinês que já foi um gângster escravista, Peter manobrando os próprios funcionários em benefício de sua contraparte e causando descontentamento geral, o Regente aparecendo em Nova York e a revelação da funcionária das Indústrias Parker que fornece segredos para o Escorpião.

Dan Slott desta vez recebe o desenhista Matteo Buffagni (ele tem uma preferência por italianos/descendentes de italianos né?) e as cores de Marte Gracia. A arte de Matteo tem bastante semelhança com a de Giuseppe Camuncoli, no uso das hachuras, na narrativa e no nível de realismo empregado, com o acréscimo de se sair melhor do que o desenhista oficial nos desenho dos olhos do personagem. Já o roteiro, Slott foge da aventura tradicional dando continuidade ao empresário e compõe um mix de trama corporativa e policial que explora o desgaste da figura de Peter Parker nas IP.

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Fechando a revista temos a quarta edição do Miles Morales. E como é típico dos roteiros do Brian Michael Bendis, não acontece muita coisa, pelo menos nada grandioso, mas a construção da relação dos personagens se desenvolve. Metade da história Ganke fica insistindo para que o Miles vá falar com o Bolas Douradas, es-X-Men que entrou no colégio e acabam tocando em assuntos como preconceitos raciais, étnicos e estético-corporais. A segunda metade temos o Miles fugindo de mísseis entre os prédios de Nova York, até descobrirmos que o Cabeça de Martelo, a mando da Gata Negra está por trás do ataque. Desenhos de Sara Pichelli, arte final de Gaetano Carlucci e cores de Justin Ponsor que entregam uma arte interessante mais focada na variação da composição dos quadros para contar a história.

Sobre o Autor

Colecionador de quadrinhos desde A Morte do Super-Homem (antigamente, era assim que se escrevia). Já o Homem Aranha foi a fatídica saga do Clone que, podem me criticar, eu gostei, embora tenha acabado muito ruim e terem exterminado qualquer consequência. Historiador de formação que ainda sonha em ser arqueólogo.

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