Dois anos depois de sua criação nos quadrinhos, a Mulher-Aranha teve sua própria animação, durando 16 episódios. Criada por Stan Lee, Archie Goodwin (seu criador nos quadrinhos), Sal Buscema e Jim Mooney, a série traz uma Jessica Drew muito diferente. Sendo a editora-chefe do jornal Justice Magazine, ela tem como seus companheiros o seu fotógrafo Jeff Hunt e o seu sobrinho Billy Drew.

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Logo no primeiro episódio temos a participação do Homem-Aranha, que também estrela no sétimo. Outros personagens conhecidos dos quadrinhos que também têm o seu momento são o Rei do Crime (hilário), com capangas que lembram muito os Executores, e o Dormammu.

Aqui a Mulher-Aranha tem praticamente os mesmos poderes que nos quadrinhos, com a diferença de que ela também tem suas teias e um sentido-aranha que a alerta para perigos distantes. E vemos também muitas semelhanças ao nosso conhecido Peter Parker dos quadrinhos daquela época (e da época em que o Stan Lee escrevia, na década de 1960): ela faz de tudo para manter sua identidade secreta e vemos diversas situações nas quais ela tem de inventar uma desculpa qualquer para ir agir como Mulher-Aranha sem que alguém ligue os pontos. Além disso, mesmo quando está na cara que ela é a Mulher-Aranha ninguém acredita que ela pode ser a heroína aracnídea. E pra completar vive fazendo piadas infames.

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Seu sobrinho Billy Drew é mesmo uma invenção exclusiva da animação, e não é mencionado em momento algum um irmão ou irmã de Jessica de quem ele seria filho. Já Jeff Hunt também não possui nenhuma contra-parte nos quadrinhos, mas provavelmente é uma pequena referência (apenas de nome) ao Jerry Hunt um dos primeiros coadjuvantes dos quadrinhos da Mulher-Aranha da época.

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A abertura da série já mostra que quando Jessica era criança foi picada por uma aranha no laboratório do seu pai, que aqui se chama Alexander Drew. Ele então usa um soro de aranha para curá-la. Mas, assim como o Homem-Aranha, a picada da aranha lhe conferiu poderes que a fizeram tornar-se a Mulher-Aranha. Porém, o episódio 11 explora levemente a sua origem, trazendo um flashback do dia em que foi picada. E o vilão desse episódio foi um ex-assistente do pai de Jessica, que usa as anotações roubadas do laboratório de Drew para fazer alterações genéticas e tornar-se o Mosca. É uma pena que o episódio não fala nada do que aconteceu com o pai de Jessica e nem menciona sua mãe. A animação provavelmente não podia mostrar e nem sequer mencionar mortes, então era só ignorar.

Não vou me alongar muito mais, como já referi a animação é muito diferente dos quadrinhos. Se a intenção do leitor é conhecer a personagem não aconselho de forma alguma assistir (pelo mesmo motivo pelo qual não recomendo aos leigos em Homem-Aranha verem a animação Ultimate Spider-Man). Mas se quiser apenas se divertir (e já tendo ciência do que foi referido neste artigo) então a animação pode agradar. Apesar de ser muito infantil e boba (a transformação da Mulher-Aranha na abertura já entrega isso), tem muito carisma. O canal desses vídeos pôs todos os 16 episódios, então quem quiser ver é só espreitar lá.

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E para os mais atentos, a realidade dessa animação é a Terra-700459. Pena que não teve participação no arco Spider-Verse, de Dan Slott, em Amazing Spider-Man.

Para conferir todos os artigos da série dos 40 anos da Mulher-Aranha clique aqui.

Sobre o Autor

André Marques (antes autor do The Amazing Spider-Blog, theamazingspiderblogg.blogspot.com.br) tem 21 anos e é de Recife-PE. Costuma ler a Marvel desde 2006, tendo como personagens favoritos o Homem-Aranha, Mulher-Aranha (Jessica Drew) e Jessica Jones.

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