Na primeira parte deste artigo vimos o primeiro arco de Spider-Woman (2015). E nesta segunda parte veremos o segundo e terceiro arco, e o começo da nova fase de Jessica Drew.

Os roteiros  continuam com Dennis Hopeless, mas com uma grande mudança de tom de narrativa, evidenciada com a arte mais simples de Javier Rodriguez. O que também simboliza essa nova fase e a mudança de ares é o novo uniforme da Mulher-Aranha:

Voltando à sua vida de vigilante, em vez das loucuras das missões dos Vingadores, Jessica descobre que essa vida não é tão simples assim e que há diversos problemas complicadíssimos nesse meio também. Ela acaba se juntando com o jornalista Ben Ulrich (já conhecido pelos leitores do Homem-Aranha e do Demolidor ), que pede ajuda a Jessica para resolver casos perdidos. Sua vida de investigadora particular voltaria à ativa.

Esses casos são relacionados a parentes de vilões de baixa categoria desaparecidos, que não foram registrados pelo polícia. A primeira pista do caso foi um assalto a banco promovido por  Roger Gocking, o Porco-Espinho, que é detido por Jessica e lamenta por ter falhado na sua missão. E assim ela descobre que alguém estava sequestrando parentes de vilões de baixa categoria para chantageá-los e obrigá-los a realizar furtos.

Com isso, Jessica decide ir atrás dos outros vilões, contando com ajuda de Ben Ulrich e de Gocking. Dando um passo à frente dos vilões, ela arma uma emboscada, ficando dentro do uniforme de Gocking e se deixando ser levada pelos malfeitores para que eles a levassem até o responsável por todo o esquema. Ela chega então a uma cidade,  Moon’s Hollow, na qual só vivem as esposas, filhos e familiares dos vilões. Drew se passou pela esposa de um vilão e, conversando com as mulheres ali, descobre que a operação era promovida por alguém chamado Cat. Enquanto isso, Ulrich e Gocking seguiram Jessica e quando chegaram a cidade estavam sendo observados sem saber e foram capturados e lavados a um galpão.

A seguir surge a Cat e ataca a Mulher-Aranha para que sua operação não fosse ameaçada. E em poucas páginas é mostrado o passado de Cat, com um marido violento. Em dado dia Cat revidou e não ficou claro o que de fato aconteceu ao homem. Agora estava combatendo a Mulher-Aranha e toda a sua violência motiva as outras mulheres a se voltarem contra ela. Com essa ajuda, Drew reage e detém Cat. Jessica se vê numa situação complicada, sabendo que não era certo forçar os vilões a roubarem ameaçando suas famílias, ao mesmo tempo em que não queria expor aquele lugar onde essas mulheres só queriam se livrar de seus problemas familiares. Em troca de não revelar o segredo de Moon’s Hollow, Jessica convence as mulheres a levarem uma vida normal ali, sem ameaças e furtos. Gocking se acerta com sua esposa e filha, que estava animada em ver o pai. E Ben Ulrich garante a Jessica que não irá escrever nada sobre esses acontecimentos, e diz que quer ajudá-la em novas missões.

A seguir vemos o último arco do título, nas duas últimas edições. Ele mostra mais missões de investigação de Jessica ao lado de Ben Ulrich e também de Gocking, que foi contratado como ajudante. Uma missão levou o trio ao Kansas, e a solução de tudo foi encontrada por Gocking, que conseguiu derrotar o vilão que estava controlando mentalmente a população de uma pequena cidade.

Com mais um caso resolvido, o trio volta a NY para descansar. Porém, eis que surge a amiga Vingadora de Jessica Drew, Natasha Romanoff, a Viúva Negra. Era uma emergência  e a presença da Mulher-Aranha nos Vingadores era requerida. O leitor talvez já se tocou de que se tratava das incursões no final da grande trama de Jonathan Hickman em Vingadores e Novos Vingadores, que culminou nas suas Guerras Secretas. Os Vingadores ficaram divididos nesse ponto da trama, Romanoff convocou Jessica para a equipe de Vingadores de Roberto da Costa. Jessica voltaria então com o seu antigo uniforme. E quem leu essas Guerras Secretas sabe que o fim de tudo veio com a incursão da Terra 616 com a Terra 1610. E tudo renasce com a Terra Prime.

Esse estilo de narrativa mais leve e descompromissada sem dúvida é divertido, como em Gavião Arqueiro do Matt Fraction (incluindo os arcos mais focados na Gaviã Arqueira) e em Homem-Formiga de Nick Spencer. Hopeless pôde mostrar aqui que sabe trabalhar com narrativas diferentes (vide que ele já fez narrativas mais sérias – mas com um pouco de humor – como no seu Cable and The X-Force, e com tramas cheias de reviravoltas e edições focadas em personagens diferentes, como em Avengers: Arena. Não há dúvidas de que se trata de um bom escritor.

Como já disse aqui, acho que a abordagem dela deve conter uma mistura de espionagem, podendo trabalhar suas facetas de agente e investigadora particular, narrativas com reflexões da personagem, e um tom relativamente sério, mas com um pingo de humor sutil e sarcástico. Apesar disso, esse título de Hopeless não deixa de ser divertido. O título foi renumerado após as Guerras Secretas de Jonathan Hickman e permaneceu com a mesma equipe criativa. Acredito que as decisões tomadas a partir daí foram precipitadas, mas também foram interessantes. Porém, não abordarei esse título nesta série. Isso deve ficar pra outra ocasião.

Esses arcos foram publicados originalmente em Spider-Woman (2015) 5 a 10. No Brasil foi publicado pela Panini em Homem-Aranha: Aranhaverso 5.

A série dos 40 anos da Mulher-Aranha termina aqui. Espero que o leitor tenha tirado bom proveito. Para conferir todos os artigos da série, clique aqui.

Sobre o Autor

André Marques (antes autor do The Amazing Spider-Blog, theamazingspiderblogg.blogspot.com.br) tem 21 anos e é de Recife-PE. Costuma ler a Marvel desde 2006, tendo como personagens favoritos o Homem-Aranha, Mulher-Aranha (Jessica Drew) e Jessica Jones.

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