Erick Vinícius On setembro - 6 - 2018

Títulos Aracnídeos | Spidey Super Stories

O Homem-Aranha sempre foi um dos personagens mais populares da Marvel, principalmente entre as crianças. Até hoje, está sempre presente em mochilas, cadernos, brinquedos e diversos outros elementos do dia a dia dos pequenos. Foi aproveitando-se dessa popularidade que, na quarta temporada de um programa americano chamado The Electric Company, o Homem-Aranha estreou em Live Action com aventuras simples, divertidas e educativas.

The Electric Company foi um programa infantil que esteve no ar entre 1971 e 1977, sempre com foco educativo, ensinando as crianças noções de cidadania, respeito, gramática e outros elementos que fazem falta hoje em dia. O programa foi criado pela Children’s Television Workshop, conhecida principalmente por Vila Sésamo, um programa que foi exibido no Brasil. Os quadros com o Homem-Aranha sempre traziam o personagem (que nunca dizia nada, apenas se expressava através de balões) lutando contra bandidos que sujavam a rua, rabiscavam muros e coisas do tipo. Uma curiosidade para quem não vive nos EUA e talvez não saiba é que Morgan Freeman sempre foi muito presente na TV americana, não apenas em filmes. The Electric Company foi um dos programas que contou com sua participação regular representando vários personagens, sendo o de maior destaque Easy Reader (algo como Leitor Fácil), uma espécie de hipster que adorava ler tudo o que vê.

Agora que já foi explicado o que era o programa chegamos ao ponto principal dessa matéria. Aproveitando a popularidade e ampliando o alcance do personagem a Marvel lançou em 1974 a revista Spidey Super Stories. O público alvo eram crianças de 6 a 10 anos e o título sempre trazia uma página apresentando um personagem ou equipamento, várias histórias curtas sendo, por padrão, uma com a presença de algum herói ou vilão dos quadrinhos e outras com o Aranha enfrentando bandidos criados exclusivamente para a revista ou TV, sempre com participação muito presente dos atores do programa televisivo. A revista encerrava com o Aranha e Easy Reader fazendo algum trocadilho em uma história preto e branco de uma página apenas. Ao contrário da TV aqui o Homem-Aranha falava e vez ou outra aparecia como Peter Parker, além de também vermos outros personagens coadjuvantes das HQs.

Por ser um título voltado para crianças as histórias são bem simples, com menos falas e mais situações consideradas absurdas. Temos, por exemplo, bandidos que gostam de invadir festas de aniversário, girinos que se transformam em dinossauros ao ter contato com soro do Lagarto, Thanos sendo preso pela polícia após aprontar das suas, cachorros-quentes que custam um salário e diversos outros acontecimentos. Vale lembrar, como citado, que a revista era voltada para o público infantil então tudo isso na verdade não chega a ser um demérito, justamente por que a diversão e auxílio no aprendizado da leitura, não análises críticas, eram o foco. Fica aqui a dica, inclusive, para quem quer treinar seu inglês. Com seus textos simples e claros Spidey Super Stories é uma ótima pedida para estudar.

O título durou oito anos, tendo seu fim em 1982 após 57 edições. Algumas histórias também foram publicadas na revista própria The Electric Company porém, em sua maioria, se não todas, são apenas versões resumidas do que saiu nas Spidey Super Stories. No Brasil o título teve apenas poucas histórias publicadas, haja visto que não faz parte do universo regular do personagem, na revista Bloquinho Extra Apresenta #7. Nessa edição foram publicadas algumas histórias das originais 1, 2, 3 e 5.

Uma curiosidade é que, referenciando o acordo que foi feito entre a Marvel e a Children’s Televison Workshop, a Marvel publicou na What If? #34, edição voltada totalmente para o humor, uma mini história imaginando como seria uma parceria com a National Endowment for the Arts (uma agência voltada para projetos artísticos). A história chamada “Marvel Comics and the National Endowment for the Arts presented Spidey Intellectual Stories” possui duas páginas com o Pensador Louco e o Homem-Aranha em uma história de dilemas intelectuais e existenciais, apresentada de uma maneira propositalmente chata. Note na imagem abaixo como a logo de “Spidey Intellectual Stories” é parecida com “Spidey Super Stories”). A história saiu no Brasil na revista Homem-Aranha #35, da Editora Abril, com o título “O que aconteceria se a Marvel produzisse aventuras intelectuais do Homem-Aranha?”.

Clique na imagem para ampliar

O espírito das Spidey Super Stories foi trazido de volta recentemente na revista Spidey (publicada no Brasil em algumas Homem-Aranha: Aranhaverso), que trazia histórias voltadas para o público mais jovem do Homem-Aranha e possuía a logo praticamente idêntica ao título dos anos 70.

Spidey Super Stories certamente marcou a infância de muitos americanos, como a Turma da Mônica foi, e ainda é, para nós brasileiros. Vale a leitura para conhecer mais do histórico de títulos do Aranha e para se divertir com as maluquices (sob o ponto de vista adulto). Nos nossos Thwip View Classic comentamos cada uma das 57 edições. Clique na imagem abaixo para ouvir o primeiro programa.

Ficamos por aqui e voltamos em breve com mais um Título Aracnídeo.

Sobre o Autor

Erick Vinícius tem 29 anos, é cristão, formado em Engenharia Elétrica, projetista de esquemas elétricos de automóveis e, logicamente, maluco pelas histórias do Homem-Aranha!

  • O Pistola Polvo Aranha

    A prova de que o argumento “você não é o público alvo” não é válido. É divertido, mesmo sendo absurdo e infantil, e qualquer um nota isso.

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