Gustavo Mannarelli On setembro - 5 - 2019

Resenha: Amazing Spider-Man: Going Big #1

Atenção, esse post contem informações inéditas no Brasil e Estados Unidos.

Aprenda como abordar questões sociais nas HQs da forma certa, como espancar alguém num beco e como ter o preparo do Batman com Gerry Conway, Mark Bagley, Eric Larsen e muitos outros…

Plot: A edição começa na perspectiva de um sniper, que está de olho o pessoal saindo de um caminhão. O Sniper está muito feliz com aquele momento, feliz “pra c@r@lho” segundo ele próprio, mas eis que o Aranha aparece do nada cumprimentando o pessoal da maneira dele. Enquanto isso temos um flashback onde a MJ pede pro Peter ir atrás da priminha dela, agora universitária (não lembra da Kristy? Lembre de como ela se “apaixonou” à 1ª vista pelo Peter aqui). Pra sorte do Aranha, o Sniper (que não ativa o Sentido Aranha!), está do lado dele, e ele vai precisar de ajuda pois quem aparece pra atrapalhar é o Coiote (quem?!).

 

 

 

 

Embora o Sniper esteja empolgado com essa chegada, o Aranha fica enjoado, já que o Coiote começa a usar os poderes de Mancha dele pra teleportar a cabeça do Aranha pra lugares diferentes, o que dificulta a luta. Sorte do Aranha ter um franco atirador da guarda. Nos flashbacks, o Peter vai pra faculdade, onde ele descobre com uma amiga da Kristy que a mesma foi pedir a ajuda de um jornalista do Clarim pra um artigo pra faculdade. Ao encontrar esse jornalista, o Peter descobre que o artigo da Kristy é sobre nada menos que a imigração ilegal (na econômica), e nisso temos um argumento legal do jornalista pra legalização da imigração, pra no fim ele passar uns nomes que ele deu pra Kristy entrevistar (e sim, são o tipo de gente que qualquer ser humano são manteria distância).

 

 

 

Enquanto o dedo do Sniper coça pra acabar com a luta, no flashback o Peter vai até um dos nomes da lista que não quer responder pra ele, nas depois de ouvir uma conversa suspeita dele, o Peter como o Aranha o convence bem educadamente à abrir a boca. Por fim, no presente, o Aranha pega o Coiote e diz que de quem ele está atrás, e o Coiote, com o clássico “por que não pediu antes?” teleporta a Kristy pra lá, esperando acabar logo com a briga (e acaba mesmo, já que o Aranha o desmaia). O Aranha então se dirige à cosplay intencional da MJ do PS4, pra ver se a jovem está bem, dando uma bronca pela irresponsabilidade de tentar se infiltrar na base de uma gangue desprotegida (cosplay intencional mesmo), mas ao abrir o caminhão, o Aranha já vê porque ela não se preocupou tanto com o próprio bem estar. A história acaba com, minutos depois, o Sniper misterioso aparecendo com arma em mãos aonde o Coiote e a gangue estão presos com teia, e descobrimos quem é o Sniper: o Vingador, o Caveira, o Carrasco… o JUSTICEIRO!!!!

Começa então a 2ª história, do Rauph Macchio (não o Karatê Kid) e do Todd Nauck, com o Aranha fugindo de um ex-funcionário da Oscorp com uma armadura roubada da mesma até um beco, que faz ele lembrar de uma vez que ele estava fugindo de um bully que queria o sorvete dele até um beco, onde o Peter corajosamente o vence jogando o sorvete nos olhos dele e o derrubando (sendo até parabenizado pelo Tio Ben). Isso motiva o Peter a repetir a técnica máscula no seu perseguidor, só que com teia. O Aranha vence e vai embora lembrando do Tio Ben.

 

 

 

 

 

Começa então a última história, do Erik Larsen, com o Aranha enfrentando os Lobisomens da Tilda Johnson, a Sombra da Noite (quem assistiu a 2ª Temporada de Luke Cage conhece), mas parece ser o 2º embate, já que o Aranha está no mode Batman com Preparo, conseguindo, pelos diálogos, se fingir de morto, achar a cura pros lobisomens, libertar os reféns da Tilda embaixo do nariz dela, só faltando prender ela com teia. De quebra o Aranha chega a tempo do encontro com a MJ (sim, até ela está chocada), que no fim é a única coisa pra qual ele não tem preparo, já que eles esqueceu os ingressos em casa, tendo no fim que correr pra buscá-los. FIM.

 

 

 

 

Analise: Não preciso nem falar que gostei da 1ª história, né? Além de misturar muito bem velhos e novos personagens, aqui o Gerry Conway volta a tratar de um dos temas prediletos dele: a imigração. E ao contrário de muito roteirista por aí, ele trata do assunto da maneira certa, criando uma boa história creia de ação e uma boa narrativa com bons personagens (embora lembre bastante a MJ do jogo de PS4, a Kristy não tem nada da personalidade egoísta, arrogante e controladora da primeira), que servem de isca pro leitor pra que o autor exponha seus argumentos (nada de militância e planfetagem, onde tal coisa é a certa porque sim. Aqui temos um diálogo entre autor e leitor, que tem a liberdade de concordar ou não). Só acho meio perturbador no final vermos que o Aranha é tão “amigo” do Justiceiro que o mesmo nem ativa mais o Sentido Aranha. Quanto à arte, até mesmo eu não sendo grande fã da arte do Bagley curti a mesma nessa edição.

Infelizmente as últimas duas histórias não acompanham o ritmo. Não são exatamente ruins, mas são bem bobas. Típicos tapa buraco.

Nota: 6,0 (9,0 pra 1ª história, 4,0 pra 2ª e 5,0 pra 3ª)

Sobre o Autor

Só mais um daqueles fakes da internet que por acaso também é fã do Homem-Aranha.

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